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Deu, aqui há uns tempos, na maravilhosa RTP 2 um excelente documentário sobre os alimentos, nos quais certos voluntários experimentavam determinadas dietas e depois eram analisados os resultados. Uma das dietas consistia em comer três dentes de alho por dia, tendo como objectivo eliminar ou diminuir a disfunção eréctil em dois homens, pois parece que uma substância qualquer do alho “limpa” as artérias da gordura que se vai acumulando nas suas paredes permitindo assim que o sangue volte a correr por locais por onde, aparentemente, já não corria há muitos anos.
Ora, e o que tem isto a ver com o Casado? Perguntam vocês, e com toda a lógica!
Acontece que, pelo que percebi, aquilo também funciona para quem tem o colesterol elevado, e aí está a ligação!
Pelo que, agora, para tentar controlar o meu colesterol, ao jantar como três dentes de alho cru, com a comida.
Até agora, só tenho sentido os efeitos desta minha nova dieta na nossa vida sexual, e a este nível, posso-vos dizer que o alho fez por mim maravilhas, pois conseguiu reduzir para metade, o tempo que era gasto em preliminares inúteis, como beijos e afins.
Os homens têm diversas “deficiências” que se refletem no dia a dia da sua relação com as suas companheiras. A pior delas prende-se com as suas incapacidade para enfrentar discussões. Todos nós fomos educados para evitar discussões. Na minha casa bastava o meu pai levantar o sobrolho para a minha mãe entender que a conversa estava feita.
Agora, o nosso levantar do sobrolho é entendido pelas mulheres, como um sinal para ampliar o nível da discussão, e a partir daí tudo nos corre mal. Como é que podemos ganhar alguma discussão (sim, porque deixemo-nos de merdas e encaremos as coisas como elas são: o objectivo de qualquer discussão, é ser ganha) quando o nosso cérebro não está preparado para lidar com mais do que duas frases de cada vez? Como é que podemos ganhar uma discussão quando os argumentos que apresentamos são posteriormente rebatidos por algo que fizemos às 19:43h do dia 17 de Outubro de 1985?
Como é que podemos ganhar uma discussão se simplesmente nos impedem de apresentar todos os nossos argumentos, dizendo-nos que só argumentamos coisas sem sentido e que nunca as deixamos falar? (Porra! Qual é o homem que consegue falar mais de 15 minutos seguidos, dizendo coisas com sentido?)
Como pode então um homem ganhar uma discussão com uma mulher? Aparentemente, trata-se de uma batalha perdida. E nós homens não gostamos de perder batalhas. Por isso, só nos resta uma alternativa: ter a última palavra. Quem tem a última palavra numa discussão é quem a ganha (mesmo que elas digam que não é assim, elas no fundo sabem que essa é a crua realidade). Já sei que estão a pensar que ter a última palavra numa discussão com uma mulher é algo de impossível, mas meus caros, estão a ler o CASADO! Não um casado qualquer! Um homem com muitos anos de experiência! Que já sofreu na pele muitas derrotas nas discussões! Que já teve que pedir muitas desculpas, e que mesmo assim aprendeu que não é com desculpas que tem a última palavra! Um homem que tenta resolver as coisas de forma científica, levantando hipóteses e realizando experiências! Que consegue ter sexo com a sua mulher regularmente (tendo em conta a definição que ela entende do “regularmente”). Um CASADO que não desiste! Que vai à luta! Por isso, meus caros amigos, o que temos que fazer para ganhar uma discussão com uma mulher, ou seja, a única forma de conseguirmos ter a última palavra, é gritar-lhes apressadamente:
- AÚLTIMAPALAVRAÉ MINHAEACABOUADISCUSSÃO! – e depois… correr rapidamente para longe da vista dela com as mãos nos ouvidos, gritando o que nos vier à cabeça.
- Pai, para que é que servem aqueles "moinhos"? - pergunta-me ela, ao passarmos perto de um parque eólico.
- Já ouviste falar do aquecimento global? - pergunta-lhe a minha mulher, tentando que, por uma vez, a nossa filha queira ouvir as suas explicações.
- A mãe tem razão. É por causa do aquecimento global. Já ouviste falar disso e das suas causas, certo? – digo.
- Sim.
- Sabes então que o planeta está a aquecer por causa dos fumos das fábricas, dos carros, e doutras coisas, não é? - volta a insistir a minha mulher.
- Sim. Mas eu perguntei ao pai. - responde a nossa moça.
- Filha, a mãe está a tentar ajudar-te. Não estás a ser justa. - digo ao mesmo tempo que ponho a mão em cima da perna da minha mulher, recordando-a que estes favores têm contrapartidas.
- Porque raio tu preferes ouvir as parvoíces que ele inventa, em vez de ouvires a verdade? - diz a minha mulher, ao mesmo tempo que tira a minha mão da sua perna, o que poderia ser entendido por um gajo optimista, como eu, como um sinal para a pôr na sua coxa, mas felizmente já consigo entender a linguagem que os olhos da minha mulher utilizam.
- Bom. Em primeiro lugar as minhas explicações fazem mais sentido que as tuas. E em segundo, mas talvez a mais importante, não demoram tanto tempo! - respondo eu.
- Pois. - confirma a nossa filha.
- Então é assim. - começo eu - O aquecimento global está a fazer com que o nosso planeta aqueça cada vez mais. Se tu reparares aquilo não são bem moinhos, são ventoinhas eléctricas gigantes. E o que é que as ventoinhas eléctricas fazem?
- Ah não!!! Não comeces com invenções!! – diz a minha mulher – Não ligues ao que ele vai dizer! Não é nada disso! – reage ela, saindo temporariamente do seu amuo.
- Não ligues à mãe e responde à minha pergunta. – digo, à nossa filha.
- Já percebi! São ventoinhas gigantes que servem para arrefecer o ar e assim acabar com o aquecimento global! – exclama ela, toda feliz.
- Certo! – exclamo eu, todo contente por ver os genes que ela herdou de mim, em acção.
- Eu não consigo ouvir tanta baboseira junta…. Se é assim, porque razão é que os parques estão sempre em zonas altas e ventosas? – pergunta-me a minha mulher, tentando provocar-me.
- Para já, tu sabes que o problema do aquecimento global começa nas alturas, logo é em sítios altos que as ventoinhas têm que estar para arrefecerem o ar. E para que saibas, as montanhas não são ventosas antes de lá porem as ventoinhas. Ficam é ventosas depois delas lá estarem a trabalhar, o que é perfeitamente normal. – respondo eu, num tom paternalista.
- No dia em que ela se aperceber das verdades, vai ficar desiludida contigo. – diz-me a minha mulher.
- E se eu lhe explicasse agora tudo, ficaria desiludida com o mundo, e para isso ainda tem muito tempo. – respondo eu, naquela que eu sabia ser uma resposta que a iria levar a pôr a sua mão em cima da minha perna…..