Quinta-feira, 26 de Abril de 2007
O Bluetooth......
Na sala:
- Olha. Já te configurei o Bluetooth do telemóvel . Agora podes passar a usar o aparelho no ouvido sempre que conduzires. - digo-lhe eu.
- És um amor. - responde-me ela.
- Pois sou. E até criei etiquetas de voz para que tu possas fazer chamadas sem mexer no telemóvel. - digo-lhe enquanto a ajudo a meter o auricular bluetooth no seu ouvido.
- A sério? Que querido. - diz ela, enquanto ajeita o auricular.
- Pai, olha o que eu já consigo escrever. - mostra-me a nossa filha, juntando-se a nós.
- É a Vaca. É a Galinha. É o Hipopótamo . - leio eu, alto.- Está muito bem feito. - digo, elogiando-a.
- Olha lá! Isto está a chamar! - interrompe a minha mulher, meio surpreendida.
- Vês. A etiqueta de voz que fiz está a funcionar. - respondo-lhe eu, calmamente.
- Etiqueta de voz? - diz a minha mulher, admirada - Mas que etique..... Está?!.... Quem fala?!..... Mãe!? És tu?
Quarta-feira, 18 de Abril de 2007
Impressionismos.....
- Ajuda-me a levantar da cama, por favor. - peço à minha mulher.
- Não estás melhor das costas?
- Estou. Mas acho piada fazer estes esgares de sofrimento, e ter alguém a puxar-me enquanto finjo gritar de dor. - respondo, com o meu bom humor matinal.
- Mas quando é que te deixas de armar em herói? - pergunta ela, enquanto vai arrumando as almofadas maricas , que se encontram espalhadas pelo chão do quarto.
- Quando chegar à andropausa. - respondo eu, levando depois com uma das almofadas na cara, a qual me provocou um sonoro FODA-SE , devido à dor que a minha infrutífera tentativa de desvio me provocou.
- Mas o que te deu para agarrares logo nas duas crianças ao mesmo tempo, e com elas penduradas, te pores a fazer malabarismos, como se tivesses num circo? Não pensaste nas tuas hérnias?
- Pensei. Mas como já não sentia o prazer da dor há muito tempo..... - respondo eu, em vez de mais um FODA-SE . QUERO LÁ SABER DISSO AGORA! AJUDA-ME A LEVANTAR DA PUTA DA CAMA. ESTOU CHEIO DE DORES E NÃO ME CONSIGO MEXER.
- Mas tu sabes que não podes fazer brincadeiras dessas. Ainda por cima a tua filha e a amiga, já são pesadas. - diz, enquanto olha para mim de uma forma que me assusta.
- Sim. Já sei. Não preciso de mais seca. Ajudas-me a levantar da cama, ou não?
- Não sei. - responde ela, enquanto se despe - Estava a pensar aproveitar-me de ti. O que dizes? A forma como tu ontem brincaste com as crianças , excitou-me. - continua ela, enquanto se aproxima de mim - Mas tens que deixar de fazer essas coisas para me impressionares. Eu já sei o homem maravilhoso que tenho. - termina ela, dando-me depois um beijo.
- Mas eu não fiz isso para te impressionar.
- Pois não, amor. - diz enquanto me vai beijando. - Por isso é que não paravas de olhar para mim enquanto fazias aquelas maluqueiras todas.
- Não era para ti que eu estava a olhar. Era para a boazona da mãe da amiga da nossa filha. Viste o belo top que ela trazia?
Bom, ou era isso, ou tinha que aguentar uma sessão mais do que dolorosa de sexo, a qual, quem sabe, me poderia deixar traumas profundos. É óbvio que não lhe podia nunca dizer que, para mim, sexo, estava fora de questão. Porra , um homem é um homem.
Por outro lado descobri que os beliscões, pontapés e palmadas, serviram, por segundos, para me esquecer das dores nas costas e na perna.
E consegui sair sozinho da cama. Foi fácil. O difícil , foi conseguir levantar-me do chão depois de ter rebolado para fora da cama.
Segunda-feira, 16 de Abril de 2007
Porra! Até que enfim que alguém se chateia!
"cada dia k passa este blog tá a deixar d ter significado.
até agora tinhas muita piada e tudo e tudo e tudo....zzzzz....mas agora parece k t subiu a importancia á tola e tas mesmo frakinho....convencido.
a mim parece-m k kem manda lá em casa é unica e exclusivamente a mulher e vem pra aki armado em galifão engraçadinho....ker dizer agora é só galifão....pork a piada já a perdeste toda .
será k kando as pessoas ganham fama , seja muita ou pouca, ficam assim???
já m ri muito com este blog mas agora tá em degredo.
e isso nota-se pela diferença d comments k são deixados, é só fazer as contas.
o blog é teu e fazes dele o k kiseres ...mas será k não é nestas alturas k s vê a verdadeira personalidade das pessoas!!!
ahhh!!é só pra dizer k isto aparece como anonimo pork mesmo k eu diga k sou a joana ou a rita ou o vasco ou o sam tu não saberás na mesma kem sou.
por isso excusas d vir com as tretas da cobardia e etc.essa já não cola , nem pra ti nem pa algumas visitantes deste blog"
E ai de quem se atrever a insultar o moço (ou moça)! Terá o comentário imediatamente apagado!
Adenda (em jeito de esclarecimento): O que está escrito a negrito é para cumprir. Todo este comentário é um elogio a este blog. Só um verdadeiro fã (quase a roçar o fanatismo) conseguiria, desta forma clara e pura, mostrar a importância que este blog tem no seu dia a dia. Quase consigo sentir toda a sua dor à medida que ia escrevendo: "Como é que este gajo se atreve? Onde estão as minhas gargalhadas? Os meus sorrisos? Quem é que ele julga que é para me tirar isto?"
As justificações para esta sua frustração, só podem ser as que ele (embora desconfie que seja uma ela) apresenta. Nunca poderiam ser outras: "Este gajo agora anda armado em importante e cagou para isto. É mais um merdas que pensa que é famoso." A sua ténue tentativa de me insultar emocionou-me: "...quem manda lá em casa é a tua mulher..." quando ele próprio já sabe isso há muito tempo.
E no final, a justificação do seu anonimato. A tentativa de amparar os mais que certos insultos a que se iria sujeitar, pela parte dos restantes comentadores, e até possivelmente da minha parte....houve aqui um abrir do peito, do coração, e isso não foi fácil. Houve muita emoção à flor da pele...e mais uma vez, isto só poderia vir de um verdadeiro fã (e depois ainda há aquela parte ligeiramente excitante, em que me chama galifão).
Quarta-feira, 11 de Abril de 2007
Quem quer um livro de borla??? Quem???
O pessoal do Sapo teve a brilhante ideia de oferecer cinco dos meus livros num
passatempo sobre a Vida de Casado. Quem quiser ganhar um destes livros, vá até
aqui e participe.
Quem não quiser participar,
compre o livro antes que seja demasiado tarde, pois qualquer dia ainda começo a fazer uma promoção séria do mesmo e depois ele esgota.
Quinta-feira, 5 de Abril de 2007
Mais uma frase para acabar com conversas....
- Então? Que tal estou? - pergunta-me a minha mulher, enquanto vai "desfilando" à minha frente vestida com a sua nova roupa.
- Está giro.- respondo eu, enquanto vou olhando para a sua saia colorida e meias calças às riscas.
- Achas mesmo? - pergunta ela, toda contente.
- Sim. Dá-me vontade de rir.
Segunda-feira, 2 de Abril de 2007
Dentes....
- Mãe. Olha arranquei o dente que estava a abanar. -diz a nossa filha, chegando ao pé de nós com um dente na mão.
- Arrancaste?
- Sim. Estava farta de o abanar e ele nunca mais caía, assim puxei e ele saiu.
- Xiiii, és corajosa. Mas agora vai buscar um guardanapo para limpar essa boca que estás a deitar sangue.
- Sangue??? Estou a deitar sangue!!??. Mas não me doeu nada!?? E agora? O que vai acontecer?! - diz ela, deixando vir ao cimo o seu lado hipocondríaco.
- Filha, tem calma. Isso é normal. É só um bocadinho de nada. Não penses nisso. Olha, vou-te contar um segredo: se deixares o dente debaixo da almofada à noite, de manhã vais lá ter uma moeda.
- Porquê?
- Porque as fadas trocam os dentes por moedas.
- Mãe eu já sou grande! Já não acredito em fadas!
- Não!?
- Claro que não!.... Olha lá, não será antes o dragão que está no sotão? Ele é que deve de precisar de dentes.
- Pois....deve ser ele. Olha, faz a experiência esta noite.
- Está bem.
De manhã:
- Mãe! Pai! Olhem. O dragão deixou-me aqui uma moeda e levou-me o meu dente. Poça, e logo dois euros.
- Hoje não é Domingo? - pergunto eu.
- É. E então? - diz ela, enquanto vai apreciando a moeda.
- E aos Domingos não tínhamos combinado que tu não me acordavas? Apenas chamavas pela mãe?
- E porquê pela mãe? - pergunta a minha mulher.
- Porque o pai prometeu comprar-me um ovo de chocolate com uma surpresa, sempre que eu não o acorde.
- Agora podes esquecer esse acordo. Já te disse que sempre que tu falas das nossas combinações à mãe, elas deixam de contar. - digo, enquanto vou esfregando o braço para ver se passa a dor causada por mais um beliscão da minha mulher.
- Também não preciso. Ganhei dois euros com o dente. - diz a nossa filha, toda contente, esfregando-me a moeda na cara.
- Tu não abuses. Olha que eu conto a verdade sobre a moeda. - e aqui está porque razão os meus braços estão sempre cheios de nódoas negras (por incrível que pareça, por vezes dou por mim a olhar para essas nódoas negras sem perceber o porquê das mesmas, até que, novamente, uma frase minha, me recorda que os beliscões da minha mulher têm esse efeito secundário)
Durante o pequeno-almoço:
- Pai. - segreda-me ela, enquanto continua a olhar, fascinada, para a sua moeda de dois euros- Quando é que vamos a casa dos avós?
- Sabes que a mãe é que manda nisso. Por mim, só para o ano. Mas porquê?
- Se tu me ajudasses a ir mais cedo, eu dava-te esta moeda.
- Explica lá isso melhor e talvez tenhamos negócio.
- Se lá formos, tu não dizes nada e eu dou-te esta moeda. Depois eu trago as dentaduras dos avós e o dinheiro que o dragão me der, é todo para mim. Que tal?
- Dividimos o dinheiro ao meio e temos negócio feito.
- Boa. - diz ela, apertando-me a mão – Mãe, eu e o pai queremos ir no próximo fim de semana a casa do avô e da avó. - grita ela para a mãe, o que depois levou a um desenvolvimento sobre o porquê desse nosso desejo tão vincado, tendo daí resultado mais um monólogo, por parte da minha mulher, sobre o número de crianças que ela pensa ter em casa, e o número de crianças que ela efectivamente tem que aturar.