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Mas que raio....

Mais uma mulher na minha ...

Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007
Lançamento do livro "Vida de Casado"......
Este Sábado, dia 3 de Fevereiro, às 15.00 horas (quem não estiver lá a essa hora já não entra, a não ser que não apareça ninguém e aí passamos a coisa para as 15.15, no máximo 15.20 horas) no auditório do Museu Agrícola de RIACHOS, vai ter lugar o primeiro lançamento oficial do livro “Vida de Casado”.
Na vila de RIACHOS, pois foi nos RIACHOS que passei grande parte da minha infância e juventude, foi também aí, nos RIACHOS, que conheci a minha mulher e, por arrasto, a minha sogra. Logo, qual seria o melhor local para o primeiro lançamento, senão nos RIACHOS? Por isso, e também pelo facto de o pessoal dos RIACHOS me ter ameaçado com um espancamento público, caso não acedesse (estão um pouco chateados comigo por não ter, uma única vez, dito, no livro, que tinha fortes raízes nos RIACHOS).
Para além da presença do autor, estará também presente a sua esposa e filha, e quem sabe, até mesmo a sogra. Para que o auditório do Museu Agrícola de RIACHOS encha, vai existir comida à borla, tendo a minha mulher prometido que nem um único bolinho fazia.
Serão aplicadas dedicatórias a livros já comprados (tendo já um carimbo para o efeito) e quem sabe, irão ser dadas respostas a questões, que tanto afligem alguns dos leitores deste blog (está prevista uma sessão de strip, por parte do autor, para provar definitivamente, que não é uma mulher).
Estarão também à venda magníficos e únicos exemplares da obra “Vida de Casado”, os quais terão um desconto de 3 cêntimos, no preço final e direito a uma dedicatória especial (ou seja, manuscrita), a quem provar com documentos oficiais, que tem clicado diariamente na publicidade que está no blog.
Para quem não sabe onde fica a linda, mãe carinhosa dos seus lindos filhos, maravilhosa e extremosa vila dos RIACHOS, e mais concretamente, a localização do Museu Agrícola de RIACHOS, ficam aqui dois links: um para o Google Maps e outro para quem tem instalado o Google Earth.
 
Aos organizadores do evento:
Podem constatar que cumpri a minha parte e a palavra RIACHOS aparece por dez vezes (onze com a deste parágrafo) e bem evidenciada, tal como tinha prometido. Assim, podem cumprir agora a vossa parte, e tirar a faixa que está em frente à casa dos meus pais. Obrigado.
publicado por Luis às 13:56
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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007
Uma noite estranha......
- Então? Como é que vais votar no referendo? – pergunta-me um gajo vestido de branco, ao mesmo tempo que vai coçando a sua longa barba branca e olhando para uns papiros.
- Acho que vou votar....Não? -digo baixinho, esperançoso que fosse essa a resposta que ele queria ouvir.
- Olha lá! Estás a brincar comigo? Não me tentes enganar!!! – grita ele, ao mesmo que todo o céu estremece, e uma carga de água me cai em cima. – Olha que eu sei tudo!!!
- Mas.. – digo, a tremer – O que é que há de tão grave em eu ir votar Sim?
- Cada mulher que aborta impede a renovação de uma alma. – diz-me, já mais calmo e com algum paternalismo – E isso significa mais chatices para mim: A lista de espera continua a aumentar e quem tem que ouvir as reclamações todas sou eu! – diz, já mais agressivo. – E tu não imaginas o que é ter que ouvir e acalmar almas revoltosas, pois não?
- Bom. Eu sou professor. Faço isso todos os dias. – respondo.
- Humm…Está bem. – hesita ele – Mas isso não tem comparação. – diz, para despachar a conversa.
- E já cheguei a dar aulas a miúdos do 9º ano. – continuo.
- Bom…. Mesmo assim. - diz, sentindo-se apanhado pela minha argumentação – Mas aqui o que interessa é o meu trabalho! Não é o teu! – grita novamente, e volta-me a cair água em cima.
- Conversas dessas para alguém que parece ser Santo, não me parecem muito adequadas.
- Tu nunca leste a Bíblia, pois não? Tens uma visão demasiado romântica do que é ser Santo. – diz, enquanto se volta a sentar – Vamos mas é despachar isto. Porque raio vais então votar no Sim?
- Porque acho que as mulheres que abortam não o fazem de ânimo leve, logo não devem ser julgadas. – digo, serenamente - Mas eu sou contra o aborto!
- Deixa-te disso. Se és contra o aborto, porque é que vais votar Sim?
- Porque não é isso que me vai ser perguntado.
- Tu não vais à missa, pois não?
- Não. Mas o que tem isso a ver com a conversa?
- Se fosses, ficarias a saber o que é efectivamente perguntado. Mas tu não queres ser esclarecido, e agora vais ter que pagar por isso. – diz, enquanto vai rabiscando umas notas no papiro.
- Mas eu sou contra o aborto. Aliás, não conheço ninguém que seja a favor.
- Olha lá, o teu pai não é comunista?
- Sim. Mas é contra o aborto e também vai votar Sim.
- Isso não me interessa. Era só uma confirmação.... – diz, com um sorriso sarcástico e colocando mais umas notas no papiro. – Bom. Resumindo. – diz, enquanto me olha nos olhos – És contra o aborto e vais votar Sim. Ou seja, estás lixado.
- Mas e as mulheres que morrem devido aos abortos clandestinos? E as sequelas com que muitas ficam? Ninguém faz um aborto só por fazer. Vamos ainda humilhar mais essas pessoas? Sujeitá-las a mais traumas? Não é melhor dar-lhes condições, para que os mesmos sejam feitos com a mínima segurança, e apostar fortemente na educação sexual? Algo que tanto foi falado, por tantos e tantos partidários do Não, e até hoje nada foi feito. Não são estas razões suficientes, para votar Sim?
- Claro que não. O que te vale são os teus atenuantes. – diz, enquanto vai olhando para o papiro.
- Atenuantes?
- Sim. Para o teu castigo eterno.
- Bom, pelo menos tenho atenuantes. Sempre vivi de acordo com a minha consciência. Tentei tornar melhor a vida dos que me rodeiam. Tentei pôr as pessoas a pensar por si e a assumirem as suas responsabilidades. Fiz…
- Chega! Isso não me interessa para nada. – interrompe-me ele.
- Então, mas não são esses os meus atenuantes?
- Claro que não. Nós aqui em cima, medimos tudo apenas pelo único pecado que existe. E é sobre esse que tens atenuantes.
- Agora perdi-me.
- Sexo, pá! Tenho que te explicar tudo? Os teus atenuantes têm a ver com sexo. – diz, novamente irritado, o que me valeu mais uma molha.
- Mas….o que queres dizer com isso?
- Quero dizer que as tuas performances sexuais, enquadram-se perfeitamente no que são os requisitos mínimos para se ser Santo.
- Os Santos fazem assim tanto sexo?
- És um gajo engraçado. – diz ele, enquanto se ria – Claro que não. Muito pelo contrário. Estás ao nível deles.
- Se calhar é melhor acabar a conversa. -digo, meio aborrecido.
- É um elogio, pá. Consegues ter performances sexuais abaixo de certos homens da religião.
- A culpa não é minha. – reajo eu, chateado.
- É pois. Não sejas modesto. É isso que te safa. 

Acordei a suar e em pânico. E o que acontece quando se tenta partilhar este pesadelo, com a cara metade?:

- Se me voltas a acordar para me contares baboseiras, garanto-te que ainda te vais transformar em Santo, mas é ainda enquanto estás vivo.

publicado por Luis às 17:54
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007
Questões da vida de casado.....
Isto de um gajo acordar a meio da noite, preocupado por estar a chover e ter roupa estendida, é sinal do quê?
Será que me estou a tornar um metrossexual rural? Agradece-se ajuda e/ou apoio psicológico.
publicado por Luis às 13:40
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Domingo, 21 de Janeiro de 2007
Trabalhos de casa.....
- Pai, lê-me o que eu tenho que fazer aqui, se faz favor. - pede-me ela, entregando-me uma folha com o seu trabalho de casa.
- Tens aqui várias sílabas e com elas tens que construir palavras. É como fazer puzzles, mas com palavras. Parece giro. Queres ajuda?
- Se precisar, chamo-te. - diz ela, despachando-me.
- Ok.
........
- Pai, olha a primeira palavra que fiz. - diz, pouco depois, passando-me o papel para a mão.
- Ena! Deixa lá ver..... hummm ....Tu gostas mesmo que a mãe implique comigo, não gostas? - reajo eu, ao escrito.
- É uma palavra, não é? - diz ela, meio irritada.
- É.
- E tem as sílabas que estão na folha, não tem?
- Tem.
- Então está bem! - diz ela decidida.
- Olha filha, eu só acho que "pila", talvez seja uma palavra um pouco forte para a primeira classe, e não quero voltar a ser chamado pela tua professora. Já agora, passa aí uma caneta para eu riscar umas silabazitas, só por precaução. E se a tua professora perguntar alguma coisa sobre os riscos, diz-lhe que foi o teu pai que os fez para bem dela, e para não provocar outro motim na sua aula. - disse-lhe - E isto fica aqui entre nós, pois a mãe anda um pouco stressada com o seu trabalho e nós não queremos ouvir, outra vez, a história da reunião que ela teve com a tua professora na semana passada, pois não? - terminei eu, sussurrando-lhe.

Nota: o facto de não ter escrito mais cedo deveu-se apenas e só a algo que não vos diz respeito, mas se querem uma justificação, aqui vai ela: estava à espera de uma oportunidade para escrever a palavra pila, em dois posts seguidos.
publicado por Luis às 20:44
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Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2007
Eu sou um gajo sensível, pá......
Um gajo sai do trabalho a correr, vai buscar o carro à oficina, corre para as compras, vai buscar a mocita à escola, leva-a à biblioteca, atura os berros histéricos dela e das suas amigas na biblioteca, interroga-se porque razão não nos expulsaram mais cedo da biblioteca (quando ainda não me doía a cabeça), chega a casa e dá-lhe banho, joga com ela às cartas e esforça-se para não perder as moedas de chocolate no jogo do burro, dá comida ao gato e limpa a merda que ele faz, prepara o jantar e põe a mesa, discute, com a filha, quem tem o poder do telecomando da televisão (o que me custou mais duas moedas de chocolate), e finalmente, quarenta e cinco minutos depois do combinado, eis que chega a Rainha e o que faz? Nem um beijo, ou um carinho, nem uma palavra simpática, nem um simples gesto de compreensão. Nada disso!:
- Outra vez esparguete com hambúrguer?! Não sabes fazer outra coisa?! Ando eu a trabalhar até tarde para isto?!

Mas não contente com isto, quando fomos para a cama (depois de eu ter a cozinha toda arrumada), começou a querer sexo. Mas que merda é esta? Eu sou um gajo sensível! Não sou um objecto para ser usado a seu belo prazer! Preciso de sentir amor....carinho. Não é só tocar-me no ponto certo e esperar que ocorra o despertar! Eu não funciono assim, pá... porra , pá...sou um gajo sensível.........

Só me falta é convencer a minha pila disto!

publicado por Luis às 22:48
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Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2007
E as visitas não param....PORRA!
- Então sogro, umas férias da velha? – digo eu ao meu sogro, depois da janta.
- Epá, tu não me digas nada. Aquilo de ano para ano está pior. Dá-me cabo da cabeça. Está-me sempre a chatear e a dizer que nunca faço nada bem.
- Isso é mentira! Eu já a ouvi muitas vezes dizer que você fuma bem. É ou não é verdade?
- Bom, já percebi. Voltaste a fumar e essa é a tua forma de me cravares um cigarro. Anda então lá para fora.
- Pai!! Tu não vais fumar, pois não? – diz a minha filha, indignada.
- Não amor, o pai só vai fazer companhia ao avô. – respondo-lhe eu.
- Olha que se fumares ficas velho e careca e a cheirar mal como o avô. E depois morres. –diz ela meio em pânico.
- A cheirar mal!!?? Mas onde é que eu cheiro mal? Pareces a tua avó. Já não te deixo ganhar mais nos jogos. – diz-lhe o meu sogro.
- Pois cheiras. Cheiras a lareiras apagadas. E qualquer dia morres porque o teu sangue fica grosso. – responde-lhe a neta.
- Onde é que ela ouve estas coisas? – pergunta-me ele já no jardim e entre duas fumaças.
- Você tem uma cara que faz com que todas as mulheres da família impliquem consigo. –digo-lhe- Não posso fazer nada. A sua sorte sou eu.
- Pois, está bem. E olha lá isso do livro? Sempre lá contas mentiras sobre a minha mulher?
- Não. Só que ela é implicante, chata e que deveria ter nascido sem cordas vocais.
- Então está bem. Tens um para me dar?
- Claro. Mas ela anda a chatea-lo muito?
- Opá. Já não aguento estar ao pé dela muito tempo. Não se cala.
- A culpa disso foi dos pais dela que não a educaram à maneira. Veja a minha mãe. Aquilo é que é respeitinho para com o meu velho. Basta ele estalar os dedos e todas as suas ordens são cumpridas. Vê-se que houve ali educação de qualidade.
- Pois. És capaz de ter razão.
- Ó estúpido, deixa de dizer baboseiras e anda arrumar a loiça e ajudar-me a fazer a cama onde o meu pai vai dormir. – grita-me a minha mulher.
- Está a ver sogro! A educação! A educação! Foi essa a vossa grande falha. – digo enquanto me dirijo para dentro....mas baixinho, porque a cama de hóspedes já estava destinada e o sofá faz-me mal às costas.
publicado por Luis às 21:12
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