Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006
♪É natal, ♪É natal, ♪Época de consumismo, ♪trá lá lá, ♪trá lá lá (etc.)...
Nota: A partir do dia 4 de Dezembro.
Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006
Mais uma visita da sogra.....
- Então sogra? Veio cá outra vez? Eram só saudades. – digo, assim que a vejo.
- Sim, mas não tuas. – responde ela entre dentes.
- Ora, ora. Então porquê essa má disposição? A viagem foi assim tão má? – digo enquanto a ajudo com a mala.
- Quando é que sai esse teu livro? – dispara ela.
- Livro!!!?? Qual livro!!?? Não tenho nenhum livro para sair! Que história é essa do livro? – digo, enquanto me rio interiormente.
- Deixa-te de tretas. Julgas que eu sou parva? Sei muito bem que tens um livro, com as baboseiras que escreves de mim e da tua mulher, prestes a sair.
- Ahh ! Esse livro! Pois....Então quer comprar para dar de prenda a alguém? Ao seu marido? Não tem que se preocupar com isso. Eu vou oferecer ao meu querido sogro um exemplar autografado, e depois ele empresta-lho para você ler.
- Já falei com um advogado. – diz ela, decidida.
- Advogado!? Mas....Finalmente vai fazer o seu marido feliz, e vai divorciar-se?
- Olha que eu estou a falar muito seriamente. – diz ela, indignada.
-
Amor! A tua mãe chegou e está a querer chatear-me. Importas-te de lhe dizer que essa é a tua função? – grito para a minha mulher.
(novos episódios se seguirão...se tiver tempo para os escrever)
Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006
A festa de anos da minha filha, no Centro Cultural......
Este ano a festa foi diferente......bom, foi pelo menos, num local diferente.
Resolvemos que não aguentávamos a confusão de quinze crianças histéricas, dentro da nossa casa, pelo que fomos fazer a festa no Centro Cultural cá da terra (para o ano já estamos proibidos de o fazer, embora eu só acredite quando vir isso escrito numa carta oficial do Presidente da Câmara). A culpa de tudo isto, de acordo com a minha mulher, é minha.
Eu é que tive a culpa da professora da nossa filha ter marcado uma reunião, exactamente para o dia e para a hora a que a festa ia começar!?
Eu é que tive a culpa da minha mulher não aceitar as minhas chantagens, e de por isso não ter deixado ser eu a ir a essa reunião, só porque ela é que é, oficialmente, a encarregada de educação da nossa filha!?
Eu é que tive a infeliz ideia de fazer do Centro Cultural, um museu com vitrinas de vidro, cheias de relíquias pré-históricas, e depois deixar lá fazer festas para crianças!?
Eu é que tenho a culpa de não existirem cantos, onde uma pessoa normal como eu, se possa esconder, sem ser demasiado perto das demasiado frágeis vitrinas de vidro, com as tais porras pré-históricas!?
Eu dei o meu melhor. Fiz magia. Fiz com que uma moeda “entrasse” para baixo da pele do meu braço (ter aí um quisto sebáceo ajudou a ilusão) agora, também não tenho culpa de, mais uma vez, as crianças serem impressionáveis e de começarem a vomitar quando lhes disse que (depois delas tocarem no meu quisto) iria fazer aparecer a moeda dentro da boca de uma delas.
Tentei jogar com elas ao macaquinho chinês. Também aqui não tenho a culpa delas acharem que o jogo consistia em andarem à porrada, para ver qual delas era a primeira a jogar (a nossa filha tem aprendido alguns truques porreiros de auto defesa que eu lhe tenho ensinado).
Tentei também jogar ao jogo do “Encontrem o pai da aniversariante” (mas sobre isso já falei....as tais vitrinas com supostas relíquias...)
Pelo que mais podia eu fazer? Só telefonar de 5 em 5 minutos para a minha mulher, perguntando-lhe quando é que o raio da reunião acabava, para ela me vir ajudar. Veio depois com a desculpa de que a reunião prolongou-se mais do que o suposto, devido ao barulho constante que o seu novo telemóvel fazia.
Pequeno parêntesis: O seu novo telemóvel!! Aquele que ela não pára de abanar à minha frente: “Olha!!! Dá para marcar tarefas! Olha!!! Dá para tirar fotografias e gravar vídeo!! Olha!! Dá para ouvir MP3 e ver ficheiros do Word! Olha lá. Como é que ponho o meu telemóvel a fazer isto tudo? Não é que vá precisar de metade dessas mariquices, mas... Tu é que gostas de aprender a mexer nestas coisas, por isso, estuda lá o manual e depois ensina-me.” Mas que merda de paradoxo é este, em que quem gasta mais dinheiro a falar ao telemóvel, tem direito a mais pontos para comprar tecnologia que não lhe interessa? E ainda por cima, não aceita em circunstância alguma, (bom, existia uma circunstância em que ela estava disposta a realizar a troca, mas também tenho os meus limites de dignidade e obrigar-me a ir três vezes por semana à piscina nadar, não está nesses limites) trocar por um mais modesto, como o meu que faz apenas aquilo que ela quer: Falar e gastar dinheiro nesse falatório. Isto não é tortura!!!!???? Fim de parêntesis.
Continuando. Bom, não há mais nada para contar a não ser que, passados 4 anos a viver nesta vila, de uma forma discreta, passei finalmente, a ser conhecido por todos os seus habitantes e tudo graças à festa de anos da minha filha, no Centro Cultural.
Sexta-feira, 17 de Novembro de 2006
Eis o porquê......
E porque estou farto de ser insultado por pessoas que deviam, acima de tudo, respeitar-me (e também por outras que não a minha mulher). Segue-se a explicação para a falta de textos:
Poderia mentir e dizer que tudo isto se deve a motivos profissionais: que o trabalho não me deixa tempo para mais nada; que tentar espevitar mentes suga-me as energias; que tentar motivar pessoas desgasta-me; que tentar pôr pessoas a pensar cansa; e que, acima de tudo, tentar consciencializar comodistas sobre regras básicas de cidadania e de direito do trabalho, deixa-me de rastos.
Mas tudo isso é treta, pois não passo de uma simples personagem inventada por alguém com sérios problemas de personalidade, pelo que a razão para a falta de posts é simples:
Estou-me a preparar psicologicamente para a festa de anos da minha filha, pois a do ano passado deixou profundas marcas, não só nas paredes e no chão, mas também fortes e dolorosas marcas psicológicas.
Quinta-feira, 2 de Novembro de 2006
Hormonas e outras tretas....
- Tenho as hormonas todas descontroladas. – diz-me ela, meio triste, enquanto me mostra o resultado das análises.
- E para saber isso foste pagar a uma analista? Podia-te ter dito isso de borla. – respondo eu, para ver se a animava.
- Deixa-te das tuas parvoíces. Isso não tem piada.
- Ó moça, não estejas triste. Isso resolve-se. – digo-lhe eu, enquanto a abraço – Já marcaste uma consulta para o médico?
- Sim. Mas está explicado porque nunca mais engravido.
- Deixa-te de culpas. Tu que acreditas em sinais, este é mais um. Só isso.
- E que sinal é este?
- É sinal que dada a nossa situação económico-financeira esta não é a melhor altura para isso. E também é um sinal de que finalmente, posso deitar fora o copo que deveria de ter utilizado para fazer o espermograma. – digo-lhe a sorrir.
- Mas tu não estás preocupado? – pergunta-me.
Limito-me a abraçá-la.
- Pois. Eu também estou um bocadinho. – diz ela.
- Bom. Chega de lamúrias. Temos que ver as coisas pela positiva: sempre dissemos que um dos nossos filhos seria adoptado. – digo-lhe animado.
- Sim, tens razão. – diz ela, meio a sorrir.
- E depois o facto de termos um filho adoptado tem as suas vantagens.
- Que vantagens?
- A primeira é que a tua mãe odeia a ideia, a segunda e que se o puto de portar mal podemos sempre dizer que a culpa não é nossa, é dos genes. Coisa que não funciona muito bem com a nossa filha.
- Estúpido. – diz-me ela, ao mesmo tempo que me dá um beliscão. – Vá. Deixa-me. Tenho mais que fazer.
E assim as coisas voltaram ao “normal”.