Diário de bordo 6346...

Diário de bordo 3635...

Diário de bordo 345

Diário de bordo número qu...

Diário de bordo...4

Diário de bordo...3

Diário de bordo...2

Diário de bordo...

Mas que raio....

Mais uma mulher na minha ...

Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006
♪É natal, ♪É natal, ♪Época de consumismo, ♪trá lá lá, ♪trá lá lá (etc.)...



Nota: A partir do dia 4 de Dezembro.
publicado por Luis às 23:10
link do post | comentar | ver comentários (40) | favorito
Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006
Mais uma visita da sogra.....
- Então sogra? Veio cá outra vez? Eram só saudades. – digo, assim que a vejo.
- Sim, mas não tuas. – responde ela entre dentes.
- Ora, ora. Então porquê essa má disposição? A viagem foi assim tão má? – digo enquanto a ajudo com a mala.
- Quando é que sai esse teu livro? – dispara ela.
- Livro!!!?? Qual livro!!?? Não tenho nenhum livro para sair! Que história é essa do livro? – digo, enquanto me rio interiormente.
- Deixa-te de tretas. Julgas que eu sou parva? Sei muito bem que tens um livro, com as baboseiras que escreves de mim e da tua mulher, prestes a sair.
- Ahh ! Esse livro! Pois....Então quer comprar para dar de prenda a alguém? Ao seu marido? Não tem que se preocupar com isso. Eu vou oferecer ao meu querido sogro um exemplar autografado, e depois ele empresta-lho para você ler.
- Já falei com um advogado. – diz ela, decidida.
- Advogado!? Mas....Finalmente vai fazer o seu marido feliz, e vai divorciar-se?
- Olha que eu estou a falar muito seriamente. – diz ela, indignada.
- Amor! A tua mãe chegou e está a querer chatear-me. Importas-te de lhe dizer que essa é a tua função? – grito para a minha mulher.

(novos episódios se seguirão...se tiver tempo para os escrever)

publicado por Luis às 20:32
link do post | comentar | ver comentários (21) | favorito
Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006
A festa de anos da minha filha, no Centro Cultural......
Este ano a festa foi diferente......bom, foi pelo menos, num local diferente.
Resolvemos que não aguentávamos a confusão de quinze crianças histéricas, dentro da nossa casa, pelo que fomos fazer a festa no Centro Cultural cá da terra (para o ano já estamos proibidos de o fazer, embora eu só acredite quando vir isso escrito numa carta oficial do Presidente da Câmara). A culpa de tudo isto, de acordo com a minha mulher, é minha.
Eu é que tive a culpa da professora da nossa filha ter marcado uma reunião, exactamente para o dia e para a hora a que a festa ia começar!?
Eu é que tive a culpa da minha mulher não aceitar as minhas chantagens, e de por isso não ter deixado ser eu a ir a essa reunião, só porque ela é que é, oficialmente, a encarregada de educação da nossa filha!?
Eu é que tive a infeliz ideia de fazer do Centro Cultural, um museu com vitrinas de vidro, cheias de relíquias pré-históricas, e depois deixar lá fazer festas para crianças!?
Eu é que tenho a culpa de não existirem cantos, onde uma pessoa normal como eu, se possa esconder, sem ser demasiado perto das demasiado frágeis vitrinas de vidro, com as tais porras pré-históricas!?
Eu dei o meu melhor. Fiz magia. Fiz com que uma moeda “entrasse” para baixo da pele do meu braço (ter aí um quisto sebáceo ajudou a ilusão) agora, também não tenho culpa de, mais uma vez, as crianças serem impressionáveis e de começarem a vomitar quando lhes disse que (depois delas tocarem no meu quisto) iria fazer aparecer a moeda dentro da boca de uma delas.
Tentei jogar com elas ao macaquinho chinês. Também aqui não tenho a culpa delas acharem que o jogo consistia em andarem à porrada, para ver qual delas era a primeira a jogar (a nossa filha tem aprendido alguns truques porreiros de auto defesa que eu lhe tenho ensinado).
Tentei também jogar ao jogo do “Encontrem o pai da aniversariante” (mas sobre isso já falei....as tais vitrinas com supostas relíquias...)
Pelo que mais podia eu fazer? Só telefonar de 5 em 5 minutos para a minha mulher, perguntando-lhe quando é que o raio da reunião acabava, para ela me vir ajudar. Veio depois com a desculpa de que a reunião prolongou-se mais do que o suposto, devido ao barulho constante que o seu novo telemóvel fazia.
Pequeno parêntesis: O seu novo telemóvel!! Aquele que ela não pára de abanar à minha frente: “Olha!!! Dá para marcar tarefas! Olha!!! Dá para tirar fotografias e gravar vídeo!! Olha!! Dá para ouvir MP3 e ver ficheiros do Word! Olha lá. Como é que ponho o meu telemóvel a fazer isto tudo? Não é que vá precisar de metade dessas mariquices, mas... Tu é que gostas de aprender a mexer nestas coisas, por isso, estuda lá o manual e depois ensina-me.” Mas que merda de paradoxo é este, em que quem gasta mais dinheiro a falar ao telemóvel, tem direito a mais pontos para comprar tecnologia que não lhe interessa? E ainda por cima, não aceita em circunstância alguma, (bom, existia uma circunstância em que ela estava disposta a realizar a troca, mas também tenho os meus limites de dignidade e obrigar-me a ir três vezes por semana à piscina nadar, não está nesses limites) trocar por um mais modesto, como o meu que faz apenas aquilo que ela quer: Falar e gastar dinheiro nesse falatório.  Isto não é tortura!!!!???? Fim de parêntesis.
Continuando. Bom, não há mais nada para contar a não ser que, passados 4 anos a viver nesta vila, de uma forma discreta, passei finalmente, a ser conhecido por todos os seus habitantes e tudo graças à festa de anos da minha filha, no Centro Cultural.
publicado por Luis às 22:12
link do post | comentar | ver comentários (16) | favorito
Sexta-feira, 17 de Novembro de 2006
Eis o porquê......
E porque estou farto de ser insultado por pessoas que deviam, acima de tudo, respeitar-me (e também por outras que não a minha mulher). Segue-se a explicação para a falta de textos:
Poderia mentir e dizer que tudo isto se deve a motivos profissionais: que o trabalho não me deixa tempo para mais nada; que tentar espevitar mentes suga-me as energias; que tentar motivar pessoas desgasta-me; que tentar pôr pessoas a pensar cansa; e que, acima de tudo, tentar consciencializar comodistas sobre regras básicas de cidadania e de direito do trabalho, deixa-me de rastos.
Mas tudo isso é treta, pois não passo de uma simples personagem inventada por alguém com sérios problemas de personalidade, pelo que a razão para a falta de posts é simples:
Estou-me a preparar psicologicamente para a festa de anos da minha filha, pois a do ano passado deixou profundas marcas, não só nas paredes e no chão, mas também fortes e dolorosas marcas psicológicas.
publicado por Luis às 12:40
link do post | comentar | ver comentários (23) | favorito
Quinta-feira, 2 de Novembro de 2006
Hormonas e outras tretas....
- Tenho as hormonas todas descontroladas. – diz-me ela, meio triste, enquanto me mostra o resultado das análises.
- E para saber isso foste pagar a uma analista? Podia-te ter dito isso de borla. – respondo eu, para ver se a animava.
- Deixa-te das tuas parvoíces. Isso não tem piada.
- Ó moça, não estejas triste. Isso resolve-se. – digo-lhe eu, enquanto a abraço – Já marcaste uma consulta para o médico?
- Sim. Mas está explicado porque nunca mais engravido.
- Deixa-te de culpas. Tu que acreditas em sinais, este é mais um. Só isso.
- E que sinal é este?
- É sinal que dada a nossa situação económico-financeira esta não é a melhor altura para isso. E também é um sinal de que finalmente, posso deitar fora o copo que deveria de ter utilizado para fazer o espermograma. – digo-lhe a sorrir.
- Mas tu não estás preocupado? – pergunta-me.
Limito-me a abraçá-la.
- Pois. Eu também estou um bocadinho. – diz ela.
- Bom. Chega de lamúrias. Temos que ver as coisas pela positiva: sempre dissemos que um dos nossos filhos seria adoptado. – digo-lhe animado.
- Sim, tens razão. – diz ela, meio a sorrir.
- E depois o facto de termos um filho adoptado tem as suas vantagens.
- Que vantagens?
- A primeira é que a tua mãe odeia a ideia, a segunda e que se o puto de portar mal podemos sempre dizer que a culpa não é nossa, é dos genes. Coisa que não funciona muito bem com a nossa filha.
- Estúpido. – diz-me ela, ao mesmo tempo que me dá um beliscão. – Vá. Deixa-me. Tenho mais que fazer.

E assim as coisas voltaram ao “normal”.
publicado por Luis às 21:03
link do post | comentar | ver comentários (37) | favorito (1)
pesquisar