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Terça-feira, 13 de Maio de 2008
Preocupações.....

À noite na cama:
- És feliz? - pergunta-me ela, exactamente no momento em que me preparava para a seduzir.
- Queres a versão Capitalista, Humanista, ou Espiritual? - digo, enquanto, no meio de um suspiro, volto para o meu canto da cama.
- Acho que a mim, falta deixar de me preocupar tanto com a nossa filha. - diz, com um suspiro.
- Acho que te preocupas tanto, como uma mãe normal. Tens as tuas porras, mas no geral, não vejo grandes exageros. - digo, chegando-me a ela.
- Não concordo. Preocupa-me tudo. Se brinco com ela o suficiente, se tenho tempo para ela que chegue, se falo com ela o que ela precisa, etc..
- Amor! - reparem na minha total empatia com a sua preocupação... - Deixa-te de merdas! Quanto mais pensares nisso, mais condicionada te vais sentir. Faz apenas o que achas que deves fazer, e pronto! A moça é feliz e tu és uma excelente mãe. Ás vezes um pouco chata, mas isso é normal numa mãe.
- Pois! Mas é isso mesmo... Preocupo-me demais!
- Ok. Vamos lá então falar a sério. Pelo meu ponto de vista, é normal as mães preocuparem-se mais, do que os pais. Por mais que me custe admitir e dizê-lo, o facto de os filhos passarem 9 meses dentro de vocês, cria laços que nós homens, nunca poderemos sentir. Há uma ligação especial que as mães vão sentir para o resto das suas vidas, a que nós homens nunca poderemos aspirar. Pelo que, acho perfeitamente normal te preocupares mais do que eu, com a moça.
(pausa, com um ligeiro suspiro de alívio, da parte dela)
- Depois disto que eu disse, mereço sexo, não mereço? - pergunto-lhe.
- Não! Ainda não estou bem...
Abraço-a e digo-lhe:
- Amor. Para sermos felizes, temos que viver um sorriso de cada vez.
Ela abraça-me e solta mais um suspiro.
- Então e agora? - volto a insistir.
- Não. Hoje não me apetece.
- Está bem. - digo enquanto volto para o meu canto - Eu aceito o que a vida me dá! Tento. Insisto. Teimo. Mas aceito os nãos. Não fico a pensar neles muito tempo. Deixo as coisas andar. Sei que bastará um dia, uma hora, ou até um pequeno momento, para que o teu desejo por mim volte, e quando isso acontecer, sei que te vou fazer esquecer todas essas preocupações e simplesmente vais, mais uma vez, ver o brilho que tens dentro de ti.

E assim, meus caros, o dinheiro que certa dia gastei, em propinas, quando resolvi inscrever-me no 1º ano de um curso superior em Psicologia, continua a ser amortizado.

publicado por Luis às 21:59
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De angelofpromise@sapo.pt a 15 de Maio de 2008 às 15:34
O trivializar algumas situações conjugais, trivializa também muitos anseios. É este pormenor que torne este blog uns dos meus predilectos.
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