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Quinta-feira, 14 de Abril de 2005
O porquê......
Eis a razão porque não tenho tido tempo para escrever as minhas aventuras: a minha mulher partiu a cabeça. Como? Aí vai a história: resolvemos ir, no fim de semana a Lisboa, testar como é que conseguíamos sobreviver até ao fim do mês se gastássemos todo o nosso rendimento mensal em roupa para ela e para a nossa filha e em 2 cuecas e três pares de meias para mim. Por outro lado, também já andava com saudades de ser avisado de quando o semáforo está verde, ou de andar pela rua a perguntar por direcções e de me dizerem, antes que eu consiga abrir a boca, que estão com pressa, ou (a minha preferida) que não têm dinheiro para me dar (talvez a minha mulher possa ter alguma razão sobre a forma demasiado informal como me visto).
Continuando. No Domingo, tínhamos combinado ir a um almoço com amigos do nosso tempo de estudantes em Évora, estando a nossa filha ansiosa por ir brincar com as suas amigas, nesse almoço. Quando estávamos a sair da casa do nosso amigo urbano, carregados com as três malas de roupa dela e da nossa filha e mais os trinta sacos de roupa nova, ouço um barulho estranho à minha frente e quando tiro a mala que levava ao pescoço e que me impedia a visão, reparo na minha mulher deitada no chão agarrada à cabeça (no meio de calças, camisas e outras peças) passados cinco minutos (o tempo que demorei a pôr no chão as malas que levava e a afastar o restante vestuário que se encontrava entre mim e a minha mulher) cheguei ao pé dela e perguntei-lhe o que se passou. Depois de me ter perguntado quem é que eu era, disse-me que falhou um degrau e caiu de frente dando uma enorme cabeçada na porta de madeira de um contador de água. Quando ela tirou a mão da testa reparei que tinha dois riscos que condiziam com as arestas da porta de madeira. Bom, acabou-se o almoço, toca a ir para o Hospital, disse-lhe eu, ela agradeceu (de uma forma muito formal) a minha gentileza (penso que estava a achar esquisito a preocupação que um completo estranho estava a ter para com ela).
Lá fomos para o Hospital de Santa Maria, onde, na triagem, lhe fizeram um curativo e a mandaram esperar. Após uma espera que, segundo palavras da minha mulher (cuja auto-estima estava um pouco em baixo) dava perfeitamente para ir comprar umas calças de ganga para mim, que eu bem precisava, lá foi chamada. Quando saiu vinha com um sorriso largo. Perguntei-lhe o que se passou e contou-me que foi tratada com toda a delicadeza e por mais do que um médico. Até a porcaria de um pequeno arranhão que tinha no dedo levou um curativo porque “…pode infectar e não queremos que uma senhora como você tenha mais problemas.” disseram eles. Pois…. Se eu entrasse num hospital de braguilha aberta era um desavergonhado, ela leva um decote e é tratada como uma rainha. De qualquer forma, foi o suficiente para que o ego dela subisse e o meu ficasse sem eu saber como.
Como ficou proibida de molhar a testa, já não vai com a nossa filha à natação, o que quer dizer que eu vou lá pô-la, a ela vai buscá-la e no entretanto, ajudo a minha mulher a tomar banho sem que molhe a ferida. Esta é uma das razões para a diminuição no ritmo da escrita. Outra razão prende-se com o excesso de trabalho, mas essa é mais chata e sem interesse.
publicado por Luis às 23:27
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