casado

Ver perfil


RSS


Façam-me Feliz

Google

Fogueira de Vaidades

Comercial.mp3
Antena3.mp3
JornalismoPortoRád...

visitas obrigatorias

casado

Diário de bordo 6346...

Diário de bordo 3635...

Diário de bordo 345

Diário de bordo número qu...

Diário de bordo...4

Diário de bordo...3

Diário de bordo...2

Diário de bordo...

Mas que raio....

Mais uma mulher na minha ...

casado

Sexta-feira, 29 de Abril de 2005
Acabou-se a paciência.....
Chegou o dia em que ela disse basta. Basta de ter vergonha de me ter como marido. Basta de ter vergonha de olhar para mim todos os dias. Basta de, todos os dias, sentir a obrigação de implicar comigo. – Basta - disse ela – a partir de hoje sou eu que te escolho a roupa e não quero discussão. – e pronto. Começou assim a sua segunda tentativa para me convencer a vestir o que ela escolhe. Muitos homens devem estar habituados a que a sua mulher escolha a roupa, mas a mim já me chegou ter que aturar, na minha pré-adolescência, as escolhas de roupa que a minha mãe me fazia. Tinha dias em que tentava andar colado às paredes, das salas de aula, de forma a tentar passar despercebido pela restante miudagem, algo que é completamente impossível quando somos obrigados a ir para a escola com uma camisa amarelo-berrante, ou verde-alface. Agora que penso nisso. Tenho que perguntar à minha mãe onde é que essas camisas estão. Provavelmente ainda as consigo homologar como coletes reflectores e escuso de gastar dinheiro desnecessariamente.
Continuando. Como eu referi, trata-se da sua segunda tentativa, porque a primeira não correu muito bem. Ela cansou-se dos meus comentários e atitudes: Porque eu a tratava como se ela fosse a minha escrava….porque eu embirrava com a roupa que ela me escolhia….e sei lá mais o quê. Eu, por outro lado embirrava com os seus comentários e atitudes: Porque me tratava como um escravo (daqueles que se vestem ao prazer das suas amas)….porque embirrava comigo só porque eu não gostava das suas opções….e sei lá mais o quê. De maneira que a coisa não durou muito. Mas agora voltou ao ataque: “Porque dantes ainda te vestias mais ou menos bem, mas agora andas um completo desleixado. A barba sempre por fazer, a barriga sempre a crescer…. Se tu não tomas conta de ti, tomo eu. – continuou ela. Respondi-lhe que podia não me saber vestir, mas que, por outro lado, ela que analisasse bem a minha velocidade para me despir (a Primavera estimula-me o libido…) Ao que ela respondeu que isso agora não vinha para o caso (pelo que, mais uma vez, se desperdiçou uma boa sessão de sexo).
Dirigiu-se depois para o meu lado do roupeiro, no qual encontrou roupa que, segundo a sua opinião, já não estava em condições de ser vestida, tais como umas calças sobre as quais caiu um pequeno pingo de lixívia, ou uma camisa que parece que estava muito usada, na zona do pescoço, ou ainda outra, que tinha uma nódoa invisível, na minha opinião, na zona do peito. Toda essa roupa foi parar ao molho das que só posso usar quando estou a trabalhar no jardim. Aliás, esse molho ficou com mais roupa do que aquela que ela considera “…em condições para o SEU HOMEM usar.” Disse ela, ao mesmo tempo que me dava um beijo por me estar a ver quase a rebentar em lágrimas. Porra pá, tinha ali roupa com um grande significado para mim. Roupa que, de tão usada, encaixava perfeitamente no meu belo corpo…ok, algumas calças nem por isso…mas as camisas…..as minhas lindas camisas………A primeira camisa que comprei com o meu primeiro ordenado seguro……..a camisa que comprei no dia em que, pela primeira vez, ainda antes de nos casarmos, fomos juntos, no nosso carro a Lisboa às compras (aliás acho que essa foi a última camisa que eu comprei). Fiquei destroçado. O que vale é que ainda estava nu e a pena com que ela ficou de mim foi, obviamente, por mim aproveitada.
Concluindo: agora sou obrigado a andar vestido como ela quer, o que implica usar todas as camisas e calças que ela me tem comprado nestes anos de vivência em comum, e que eu tinha escondido no armário (sendo agora a única roupa que lá possuo). Assim, ontem fui trabalhar com uma camisa que me lembrava o tecido de uns cortinados que existiam no jardim-escola por onde andei em puto. Hoje fui com outra que (tenho quase a certeza) é feita do mesmo tecido do pano que uso para limpar a loiça (durante o fim-de-semana estou a pensar fingir que tenho que trabalhar no jardim).
publicado por Luis às 23:54
link do post | comentar | favorito
|

Olha! O Livro!


Agora em versão digital! Com mais posts por muito menos Euros!

livro

À venda em todas as lojas da Amazon!

blogs


referer referrer referers referrers http_referer




pesquisar