casado

Ver perfil


RSS


Façam-me Feliz

Google

Fogueira de Vaidades

Comercial.mp3
Antena3.mp3
JornalismoPortoRád...

visitas obrigatorias

casado

Diário de bordo 6346...

Diário de bordo 3635...

Diário de bordo 345

Diário de bordo número qu...

Diário de bordo...4

Diário de bordo...3

Diário de bordo...2

Diário de bordo...

Mas que raio....

Mais uma mulher na minha ...

casado

Quinta-feira, 19 de Maio de 2005
A televisão e o jantar…..
A hora de jantar é hora de guerra. A causa dessa guerra é a televisão, considerada pelo membro minoritário, mas ditador, da família, como um inimigo intolerável para estar presente em horas que ela considera sagradas. Ou seja, enquanto estamos a comer os sagrados legumes e respectivas mistelas, que ela insistiu em voltar a fazer (mudando, novamente, as tarefas a seu gosto e sem qualquer tipo de consulta prévia aos restantes membros da família- não sei se já me queixei disto) o que nos distrai do sabor dessas mixórdias, tem que estar desligado. Porquê? É a pergunta que, os dois desgraçados (eu e a nossa filha) fazemos por não entendermos as razões do duplo castigo: a comida e a sua conversa. A resposta (sempre irada) da ditadora do lar é que o jantar é a altura do dia em que podemos falar uns com os outros, e assim sabermos como correu o dia de cada um de nós. Não vou para aqui falar do todo o tempo que antecede o jantar, onde, na maior parte dos casos, vamos dar um passeio a pé, ou de bicicleta, ou andar de patins, ou…..etc.. Nem vou também referir que quando estamos nessas actividades, temos por hábito conversar. Não vou também referir (porque não quero que a ditadora fique mal vista e que me vejam como uma pobre e inocente vitima nas suas mãos) que quando a televisão é desligada ficamos todos amuados e ninguém fala com ninguém.
Recentemente, e porque a guerra já durava há imenso tempo, resolveu mudar de estratégia. Agora cada um de nós tem o seu dia, no qual escolhe o que fazer durante o jantar. Obviamente que, em cada três dias, temos que aguentar um com a televisão desligada e com música de Adriana Calcanhotto. Eu penso que é uma tortura horrível para a nossa filha, pois para além de ter que comer a sopa (o que ela mais detesta) tem ainda que ouvir, durante o seu sacrifício, uma música que idolatra a mesma: “Qui bela sopa….Qui bela sopa…” Coitada, dá pena ouvir os seus lamentos: “Mãe, a sopa que esta senhora come não és tu que fazes, pois não?” Depois disto ainda sou eu que levo a seca toda, porque estou sempre a dizer mal da sua comida e a dar maus exemplos e tecatecateca….. Porra, a nossa filha é que me dá maus exemplos. Nunca pensei ter uma filha que comesse couves, grelos e outras porras verdes, que cada vez que ela mete na boca, tenho que olhar para o outro lado para evitar as caretas, comentários e arrepios que me surgem naturalmente.
Uma coisa tenho que admitir: a minha mulher tem evoluído bastante em termos culinários. A sua última experiência foi fazer arroz doce. Só precisou de três tentativas para que eu o aprovasse, e as duas primeiras não sabiam a arroz doce, mas visualmente, enganaram-me. Antigamente seriam necessárias pelo menos mais três tentativas, até ela admitir que teria que seguir a receita a preceito.
Para terminar quero agradecer os comentários ao artigo da minha mulher, pois graças a eles já tenho uma boa desculpa para a consolar esta noite.
publicado por Luis às 22:48
link do post | comentar | favorito (1)
|

Olha! O Livro!


Agora em versão digital! Com mais posts por muito menos Euros!

livro

À venda em todas as lojas da Amazon!

blogs


referer referrer referers referrers http_referer




pesquisar