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Segunda-feira, 6 de Junho de 2005
Fim de semana de festa…..
Este fim-de-semana a minha sogra fez anos, menos um ano que falta para a cova, como eu lhe disse quando me calhou a mim fazer o brinde. Mas não foi isso, obviamente, que fez com que este fim-de-semana fosse de festa, nem o facto da irmã da minha mulher e respectivo marido terem vindo de França de propósito (e depois falam de dinheiro esbanjado…). Nada disso. A festa foi outra. Este fim-de-semana fui a um baptizado. Mas não era daqueles chatos, onde um gajo tem que tirar da gaveta de naftalina o fato do casamento e ver se ainda é possível alargá-lo mais, ou onde se têm discussões que começam sempre com a eterna pergunta: “Não tens mais nenhuma gravata, sem ser essa com os bonecos do Snoopy? Não me digas que também vais levar as meias do Snoopy?”
Este baptizado foi diferente, não houve missa pelo que ninguém teve que me mandar estar quieto e calado por andar a fazer caretas a putos para ver qual deles dizia a maior asneira o mais alto possível. Bom, mas agora não interessa falar do baptizado da nossa filha.
Bastou eu dizer à minha cunhada que ia a Lisboa, ao Chiado para que ela e o marido insistissem para vir connosco. Assustei-me um pouco, porque se a minha mulher é uma engonha nas lojas, a sua irmã foi a sua mestra nessa arte. De qualquer forma, lá fomos logo depois do almoço (e lá se perdeu mais uma sesta).
Assim que lá chegámos deu para perceber como a zona do Chiado é altamente cosmopolita, todos os gajos que me vieram pedir dinheiro, pediam sempre em três línguas diferentes e massacravam-me depois noutras três (e depois falam na falta de qualificação dos trabalhadores…). Houve uma criança que me veio pedir dinheiro em Inglês (pensei imediatamente no êxito que o programa do Sócrates, do ensino do Inglês na Primária, já estava a ter e fiquei fascinado com a eficiência). Quando começámos a falar a nossa língua comum, ofereci-me para lhe comprar comida (porque não dou dinheiro) e vai daí ela disse que queria um gelado. Ainda lhe disse que o gelado fazia mal ao estômago e que era mais saudável comer outra coisa, mas quando dei por mim a dizer o que a minha mulher me diz, calei-me e comprei um gelado para a mocita e outro para mim.
Finalmente, depois de duas horas e meia de massacre em lojas, lá fui para a Fnac, onde se ia dar o baptizado. Depois de namorar de uma forma apaixonada um lindo PDA que só lhe faltava falar, lá fomos para o baptizado, no qual tentei manter a minha reputação de bicho do mato intacta. Gostei do “discurso” da mãe e de a conhecer pessoalmente. No entanto tive que sair rapidamente pois os penduras (sim, os meus cunhados) já estavam, finalmente, fartos de lojas e queriam ir dar uma volta pela zona.
Resolvemos ir jantar num restaurante no Bairro Alto. Depois de escolhida a comida começou a gritaria, ou seja, começaram os fados. A primeira fadista ainda cantava bem, mas a segunda…para cantar assim só podia ser a dona do restaurante. Como éramos ainda, os únicos clientes, veio cantar para ao pé de nós. Isso foi na altura em que estávamos a começar a comer, ou seja, para além dos gritos tive ainda que tentar proteger o meu caldo verde da saliva que jorrava da sua boca…..brrrrrr.
Bom, fiquei com a recordação deste dia pela noite dentro, pois os zumbidos nos ouvidos e o mal estar (por pensar que alguma gotícula de saliva poderia ter caído na minha sopa) só passaram de madrugada.
Nota: A censura manda dizer que se eu tivesse a lata de fazer um brinde daqueles à sua mãe, embora seja ateu, iria ter uma visão nítida do Inferno. Ainda pensei em lhe perguntar se isso queria dizer que os meus queridos sogros nos vinham visitar por uns dias, mas dadas as faíscas que estavam a sair dos seus olhos achei por bem ficar calado.
publicado por Luis às 13:47
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