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Terça-feira, 7 de Junho de 2005
Merdas.......
O Kalvin lançou-me um apelo, o qual só hoje vi (pois deixei de lá ir porque ficava sempre com um nó na garganta quando me recordava das gargalhadas diárias que DAVA).
Nesse apelo pede-me que eu ajude a divulgar isto. Infelizmente é mais um caso de uns pais que ficaram sem uma filha pela existência de maus profissionais no sector da saúde, o que implica um grande foda-se para a cambada de incompetentes que por aí existem. Para a incompetência existe sempre desculpa: “Trabalhamos muitas horas seguidas.” “Não nos dão condições de progressão, logo andamos desmotivados.” E outras merdas do género. Quando existe alguém competente….é um parvo que tem uma capacidade de trabalho acima da média e que não pensa em mais nada senão no trabalho e….outras merdas com as quais se tenta justificar a falta de brio e de consciência profissional.
Algo que eu não percebo neste país é o estatuto de médico. Ser médico, no nosso país é ser olhado como um Deus, o que tem duas consequências: uma é que as pessoas esperam deles milagres; outra é a arrogância de quem, por ser endeusado, se julga superior ao comum dos mortais. Sei de uma pessoa (de Beja) que uma vez se esqueceu de pedir desculpas por estar doente e o médico “esqueceu-se” de a avisar que ia para um congresso (num país tropical qualquer) no dia em que estava marcada a sua operação (em Lisboa).
A minha mulher diz que ser médico e ser mecânico é muito parecido, porque ambos são reparadores de máquinas. No início dizia que ela era uma exagerada, mas se forem a um qualquer hospital deste país e a alguns dos centros de saúde das metrópoles ficam com as dúvidas tiradas. Realmente não somos mais do que máquinas para eles. Aliás, não somos mais do que máquinas para todo o sistema de saúde. Desde que entramos neles deparamos com funcionários mal dispostos, enfermeiros que não ouvem e não vêem e obviamente médicos que gostam de chegar às 11 horas quando a consulta está marcada para as 9, só para verem o quão venerados são pelas pessoas que os esperam ansiosamente e sem resmungar (costumam dizer algo antes de ele chegar, mas quando o vêem, toca de fazer a devida vénia acompanhada pelo pedido de desculpas por o ter que vir chatear). Mas os gajos têm razão, um gajo quando está doente não tem nada que ir para o sector público, então e o deficit? Não é o sector da saúde o principal causador do mesmo? Então toca é de marcar consulta, para a tarde, para o seu consultório privado, onde parte do material tem escrito o nome do Hospital onde ele tem que trabalhar de manhã para conseguir mais uns trocos. Só assim é que se faz avançar a economia, e aí somos bem tratados, até que chega o momento de pagar. Aí, mais uma vez aparece a semelhança com o mecânico: nomes esquisitos e explicações demasiado técnicas para nos dizerem que temos excesso de gases mas poderia ser uma apendicite.
Como é que isto se pode resolver? Bom daqui a uns anos quando tivermos excesso de médicos e eles andarem à porrada para arranjar emprego (como em Espanha) passam a ser comuns mortais, e aí parte da coisa muda. Até lá é denunciar os casos conhecidos, através de queixa às autoridades competentes, ou preenchendo o livro de reclamações, depois voltar a insistir mais duas vezes até que recebam uma resposta superior a dizer que “sim senhor tem toda a razão, mas a médica acordou mal disposta e só por isso é que tratou mal a sua mulher, no entanto já levou um ralhete do chefe do centro de saúde e o processo fica assim arquivado. Da próxima vez não se chateie tanto pá, afinal ela só os expulsou do consultório depois da consulta.” ou algo de parecido a isto.
Outra coisa que podemos fazer é dizer aos gajos que somos Engenheiros ou Doutores, aí deixamos de ser tratados como um vulgar Citroen 2cv e passados a ter tratamento de Mercedes Classe S (não deixamos, no entanto de ser máquinas).
Tenho no entanto que referir que nem todos os médicos e/ou enfermeiros são assim, até porque tenho amigos que se encontram nestas classes e que eu sei que lêem esta porra. Por exemplo, a minha médica de família é uma brincalhona. Começa logo por chegar à consulta às 11 horas, quando a sua hora de entrada é às 9. Reparem na desculpa que ela nos dá: “Sim, mas depois também saio daqui já bem depois da hora a que devia.” “Espero que seja duas horas DEPOIS da hora que devia.” Digo eu para ver que outras tiradas engraçadas tem ela para me mostrar. Ela responde ao meu desafio: “DUAS HORAS??? Não me pagam horas extraordinárias aqui no Centro de Saúde.” Bom, confesso que quase me mando para o chão a rir. Mas o melhor vem depois na consulta em si (as quais são quase sempre à minha filha): “Hummm……não sei……hum…..se calhar é…..hum… não… talvez seja…..não sei. O que é que acha? A mim parece-me isto. E a você?” Digo entre gargalhadas que, dada a minha experiência na área da pediatria, ou é pé de atleta ou gripe. Ao que ela responde: “Pois, a mim também me parece uma laringite.” Outras vezes, quando está mais bem disposta dá-me três hipóteses para escolher. Sinto-me no concurso Quem Quer Ser Milionário. Pergunto-lhe sempre se posso pedir ajuda à minha mulher, a qual não parece entender muito bem o sentido de humor da médica, pois nunca entra na brincadeira e farta-se de dizer asneiras entre os dentes do tipo: “Médica do $%&$%”# para isto é que a gente paga %&$$# e %&$#$# de impostos? Se é para ser eu a identificar o #$$%&%$ da doença que ela tem, devias-me dar o %#$#$#%& do teu ordenado. %&$##$# do %$&%$#. Vai mas é #$%&$$$# o %&$$%# a outro.”
publicado por Luis às 23:20
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