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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2004
A minha sogra….

Isto de dizer mal da sogra parece fácil, mas para mim é muito complicado, principalmente por não saber por onde começar. Posso começar por dizer que sempre que penso nela vêem-me à cabeça imagens do filme que mais terror alguma vez me provocou O EXORCISTA. Porquê? Porque há algo de terrivelmente diabólico nela (e não estou a falar dos pequenos cornos que eu tenho a certeza que ela tem debaixo da sua enorme cabeleira).
Sempre pensei que, como rapaz simpático que sou, me iria dar bem com a minha futura sogra, fosse ela quem fosse, mas acontece que não estava à espera do próprio belzebu (ok estou a exagerar, a minha sogra é mais gorda e tem cabelo claro, comparando-a com a imagem clássica do bicho). Assim que comecei a ir a casa da minha (na altura) futura mulher, tive uma visão do que me esperava ao assistir às discussões entre os pais dela e nas quais a minha sogra, saía sempre vitoriosa, mesmo quando afirmava algo tão absurdo como dizer que os homens não são superiores às mulheres. O que eu via era um homem (o meu futuro sogro) esgotado com as discussões e ela (belzebu, mas mais gorda e de cabelo claro) sempre pronta para uma boa discussão sobre todo e qualquer assunto. Como não sou homem de ficar calado, começou aí a minha aventura e parte do meu desgaste emocional, que me levou ao ponto de sentir fortes arrepios sempre que via a sua fotografia, ou ouvia a sua voz.
Felizmente com o tempo consegui equilibrar as minhas emoções. Como? Fingindo não a ver na rua, por exemplo. Enquanto namorámos a relação com a minha sogra andou sempre aos altos e baixos, ou seja, ou discutíamos no 1º andar (onde era o quarto da minha futura mulher) ou no rés-do-chão (onde era a sala). Com o casamento as coisas alteraram-se, passamos a discutir menos (penso que o facto de termos ido viver para longe ajudou) mas sempre que nos encontramos lá vem conversa.
- Já chegaste do emprego? No meu tempo trabalhávamos de sol a sol. Agora é que é boa vida……A tua mulher é que faz o jantar? Não foi assim que eu a eduquei. Os homens são todos iguais……Estás a pôr a mesa??? vê lá se não te cansas. Deve ser só porque estou aqui.
Ou quando a minha filha nasceu:
- És tu que dás banho à minha neta? Deve ficar uma coisa bem lavada. Também mudas a fraldas? Por isso é que ela está sempre a chorar, deves de as deixar apertadas. - E por aí adiante. O que é que eu posso fazer? A minha mulher diz que eu também não ajudo, mas só faço comentários que a possam beneficiar:
- Está mais gorda, ou são as cores desse vestido que me toldam o olhar?....Ainda conduz? Olhe que agora proibiram as pessoas de andar só em primeira.
Uma das coisas que mais me irrita nela é quando queremos ver um filme, só isso é, em si, um filme dentro do filme, só ainda não o consegui encaixar na devida categoria, por isso não sei se é um filme cómico ou um drama familiar. Ora bem, parto do princípio que quando é para ver um filme convém estar atento ao mesmo e principalmente não dizer para pôr o filme a iniciar e depois ainda ir buscar chás e outras porcarias que supostamente lhe fazem bem. Assim, logo que o filme se complica (para ela isso equivale a não assistir aos dois ou três diálogos iniciais) lá começa:
- Quem é este? E porque está a fazer isto?
No início eu inventava situações esquisitas, mas depois acabei com isso porque aí é que ela não se calava:
- Então, mas se disseste que aquele é o marido da mulher que namorava com o primo da irmã da vizinha do actor principal, porque é que ele está agora a matar o cão do vizinho?
Agora tenho que a aturar e tentar ter paciência ao longo do filme. Como? Quando ela me pergunta alguma coisa, digo-lhe:
- Tem razão, ainda não tinha pensado nisso. Ora aí está uma boa pergunta.
Se não for o suficiente queixo-me:
- Estes gajos têm a mania de fazer filmes para intelectuais. Não sei como é que isto teve tanto sucesso e ganhou um Óscar de melhor filme animado.
- Chiu pai, tá calado, deixa-me ouvil o filme. - responde irritada a nossa filha muito atenta ao desenrolar das cenas.
Uma palavra final para o meu sogro o qual merece o meu total apreço, pois teve a coragem de casar com ela e ainda hoje a consegue aturar sóbrio, pelo menos na maior parte das vezes, que o coitado não é de ferro.

publicado por Luis às 14:53
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