casado

Ver perfil


RSS


Façam-me Feliz

Google

Fogueira de Vaidades

Comercial.mp3
Antena3.mp3
JornalismoPortoRád...

visitas obrigatorias

casado

Diário de bordo 6346...

Diário de bordo 3635...

Diário de bordo 345

Diário de bordo número qu...

Diário de bordo...4

Diário de bordo...3

Diário de bordo...2

Diário de bordo...

Mas que raio....

Mais uma mulher na minha ...

casado

Domingo, 12 de Setembro de 2004
O pagador de promessas…..
O fim-de-semana foi bem pior do que eu esperava. Para além de ter que aturar a promessa da minha mulher tive ainda que aturar as promessas de mais duas: da minha sogra e da minha mãe. E que promessas é que elas tinham? Uma, a minha sogra, tinha para “pagar” a promessa de ir com a nossa filha a Fátima para lá deixar um ramo de flores. A da minha mãe era mais elaborada. Consistia em dar uma volta a um altar que está lá no santuário, de joelhos com a nossa filha ao colo. Quando ela me disse isso larguei-me a rir: “Então agora que ela tem 16 Kilos, é que se lembra dessa promessa? Olhe que eu já não me lembro das técnicas de primeiros socorros.” Foi o suficiente para me chamar herege, ateu e mais uma coisas quaisquer que me fizeram lembrar os tempos em que ela me obrigava a ir à missa todos os Domingos, até ao dia em que o padre a chamou e lhe disse que não aguentava mais os efeitos sonoros que eu fazia durante os cânticos (efeitos sonoros….ERA EU A CANTAR). Padre insensível, a partir daí nunca mais tive coragem de cantar em público. Agora que me lembro disso. Fui também “convidado” a sair da banda filarmónica porque o maestro dizia que eu não tinha ouvido para a música. A gota de água foi quando ele me pediu para dizer ♪DÓÓÓ♪ e eu disse a seco “Dó” e ele: “Não. Não. Não. Não é dó. É ♪DÓÓÓ♪.” E eu a pensar que o homem era doido pois surdo não parecia. Voltei a repetir mas mais alto: “Dó.” O homem foi aos arames: “TENS PROBLEMAS NOS OUVIDOS OU QUÊ? É ♪DÓÓÓ♪.” Bom, como não queria irritar mais o homem gritei: “DÓÓÓÓÓÓ.” Foi o que bastou para o homem desesperado me mandar embora com uma nota para a minha mãe a aconselhar-me a ir ao médico dos ouvidos. Porra também só tinha 8 anos, queria lá saber daquilo. Ainda por cima como instrumento calhou-me um trombone. Nunca consegui (para alegria do meu pai) fazer sair um som daquele bicho.
Continuando. A minha mulher telefonou-me (acordou-me) às 7 da manhã a dizer que já estava a chegar. É óbvio que só saímos (eu, a nossa filha, a minha sogra e a minha mãe) uma hora depois, porque tivemos que esperar que a minha sogra encontrasse as flores perfeitas para levar e que depois, se certificasse que não existiam qualquer tipo de insectos no meio das mesmas, porque senão era capaz de cair um raio no momento em que ela as deixasse. A viagem foi encantadora, uma maravilha, a nossa filha ia a dormir a as velhotas sem dizer nada (o que, tanto no caso de uma como de outra, é algo que eu considerei o primeiro milagre do dia). Estou-me a esquecer de dizer que a relação entre a minha mãe e a minha sogra não é das melhores, ou seja, elas não se suportam (mas como são muito “católicas” e era para ir a Fátima…). Quando chegamos e enquanto esperava pela minha mulher pus-me a observar e a pensar na espantosa capacidade empresarial da igreja e dos seus seguidores. Porra, se pusessem o homem que gere aquilo a gerir o nosso país, é que a nossa produtividade ia subir. Imaginem, carradas de voluntários a trabalhar sem ganhar um tosto. Milhões a fazerem sacrifícios e a darem parte do seu (por vezes escasso) rendimento convencidos que o país os ajudou a cumprir as suas promessas. Os dirigentes a exaltarem a continuação dos sacrifícios e das esmolas para que possam fazer grandes obras, não só pelo país mas pelo mundo fora (vou parar por aqui porque isto está a ficar esquisito e muito parecido com a actual realidade).
Depois de lembrar as velhotas que estávamos num local sagrado e que não estavam a ser bem vistas pela briga que estavam a ter, para ver quem é que levava a nossa filha, sentei-me à espera do resultado. A minha mãe foi a vencedora e lá foi ela com a nossa filha, dar a tal volta de joelhos. Quando acabou apareceu todo despenteada, esgotada e com a nossa filha em prantos. A minha sogra agarrou nela, acalmou-a e foi com ela pôr o ramo de flores. Segundo milagre do dia, pela primeira vez na minha vida admirei a minha sogra (pelo menos durante alguns minutos, que eu cá não acredito nisso).
publicado por Luis às 23:26
link do post | comentar | favorito
|

Olha! O Livro!


Agora em versão digital! Com mais posts por muito menos Euros!

livro

À venda em todas as lojas da Amazon!

blogs


referer referrer referers referrers http_referer




pesquisar