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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2004
O stress de ser marido.....
Eis um tema que me veio hoje à cabeça. O stress resultante de estar casado. Antes de casar um gajo pensa que é só maravilhas, que é a mulher dos nossos sonhos, que agora é que podemos experimentar o kamasutra todo, que vai ser só alegrias e sei lá mais o quê. Passados oito anos apercebo-me que ainda não passamos da página 10 do raio do livro e dadas as minhas limitações físicas, duvido que consigamos chegar à página 15. Bom, mas isso é outra história. Voltamos ao stress. Um gajo tem que andar sempre atento a todo e qualquer sinal resultante do seu tom de voz, ou de um gesto imperceptível aos olhos de um mortal comum. E do que é que eu estou a falar? Daquilo que nós homens, que habitamos em comum com um outro ser que veneramos pelos seios e vagina que possui, temos que aturar para que esses seres nos possam respeitar minimamente. Exemplos? Ok, aqui vai um muito simples: estou eu sossegado a ver a TV e de repente, eis que a porta da rua se abre e entra ela toda radiante. O que é que um gajo pensa? Porra, lá vem chatice. Lá vou eu ter que fingir que a ouço a contar as suas mariquices de mulher. Mas por outro lado começo a pensar, será que são as mariquices do costume? Tento-me lembrar onde é que ela disse que ia e começo a sentir as primeiras gotas de suor frio a correrem-me pelas costas. Será que foi ao cabeleireiro? Será que comprou uns sapatos novos? Será que tem uma fita nova no cabelo? Serão os óculos escuros? Quanto dinheiro é que terá gasto? Pânico… Tento disfarçar e pergunto-lhe o porquê de tanta radiância, enquanto tento na minha mente fazer um inventário de toda a sua roupa e calçado que conheço (eu sei que é uma tarefa impossível, mas não deixo de o tentar, sempre estimula a minha memória, para além de me dar uma forte dor de cabeça). “Então não se vê logo o porquê?”- responde-me ela. Porra, estou tramado, penso enquanto tento disfarçar as manchas de suor que começam a aparecer. “Bom está muito giro.” Digo para tentar ganhar mais algum tempo. “Estás parvo ou quê? Que conversa é que estás para aí a ter?” diz ela começando a esbugalhar os olhos. “Porra amor, não posso dizer que o teu cabelo e vestido estão muito giros que ficas logo assim. Estás sempre a dizer que eu nunca te gabo e agora que um gajo tem um acesso de espontaneidade é assim que me tratas. Porra para isto.” Digo enquanto baixo os olhos para fingir que estou magoado e aproveito para ver se os sapatos são novos. “Ó amor, desculpa-me. Tens razão, mas por vezes penso que tu não me ouves. Desculpas-me?” diz ela enquanto me vai dando beijinhos ternurentos. “Bom, está bem. Mas agora já não me apetece falar mais. Pronto.” Digo, enquanto por dentro todas as minhas células dão pulos de alegria e se auto elogiam para rapidez de raciocínio. “Está bem amor. Olha, a nossa filha sempre quer ficar um bocado em casa da vizinha a brincar, por isso vamos para o quarto treinar para o segundo como tínhamos combinado.” Diz ela enquanto sobe as escadas e se vai despindo. “Bom. Já estava a ver que nunca mais vinhas.” Digo enquanto as minhas células ficam doidas com o desenlace inesperado.
Conclusão: Tenho que passar a estar mais atento quando ela sai de casa com a nossa filha e regressa sem ela.
publicado por Luis às 00:03
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