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Sábado, 25 de Setembro de 2004
A sua forma de conduzir…..
Bom, já consigo imaginar alguns pensamentos de quem leu o título deste artigo. Quero começar já por afirmar que não pretendo com isso dizer que todas a mulheres são umas nabas a conduzir. Nada disso. E para que fique bem claro, as únicas mulheres que eu considero que não sabem conduzir são: A minha mulher, a minha mãe, a minha sogra, a minha irmã, a irmã da minha mulher, a nossa vizinha, as nossas amigas e o raio da velha que encontro todos os dias, sempre à mesma hora na estrada a caminho de Beja e que pensa que as buzinadelas que leva (resultantes da sua velocidade constante de 50 Km/h) são desejos de um bom dia, só assim explico o seu sorriso aberto e o seu acenar radiante sempre que a consigo ultrapassar (tenho que admitir que só uma pessoa muito positiva encara certos gestos como acenos de bom dia).
Como vêem trata-se de uma lista muito curta que eu cá não vou atrás de estereótipos. Mas continuando. Quase todos os dias é a mesma coisa e não estou a falar do facto de ter sempre que esperar por ela. Falo sim da sua insistência actual para ser ela a levar o carro. Dantes até não me importava muito com a sua condução. Mesmo quando íamos ter com os nossos pais (a 250 Km de distância) e ela insistia em conduzir eu nunca me opus. Divertia-me a contar os carros que, em certas zonas, tínhamos atrás de nós. Quando ela esteve um ano a viajar todas as semanas para Lisboa, depressa se cansou da caranguejola sem condições a que chamavam comboio (custos da interioridade) e passou a levar o carro (nos primeiros tempos sempre que ouvia o trânsito vinham-me à cabeça a imagem dela com n carros atrás a apitar). Com essas viagens ficou com o pé mais pesado e com a mania que conseguia conduzir melhor.
Lembro-me perfeitamente do dia em que passei a ter medo de andar com ela de carro, fez um travagem que deixou os pneus dianteiros carecas. Agora, sempre que me diz que é ela que leva o carro, penso que até era bom que Deus existisse, de certeza que já tinha todos os meus pecados perdoados por esta e por mais trinta vidas, mas… O que mais me chateia nem são os batuques resultantes do seu controlo da população de gatos nem a brusquidão com que faz as travagens e as acelerações, nem tão pouco o susto que ela prega, quase todos os dias, ao pobre pastor e ao seu cão (passou a usar um colete reflector, ele e o cão). O que realmente me irrita é a transformação que ela tem quando agarra o volante do carro. A partir daí, basta eu fazer um simples comentário (geralmente acompanhado de um grito de terror) para ela começar a disparatar “CALA TE. NÃO VÊS QUE DEU PERFEITAMENTE PARA O ULTRAPASSAR. O OUTRO GAJO (que vinha em sentido contrário) É QUE VINHA EM EXCESSO DE VELOCIDADE.”- grita-me ela. “Mas querida, olha que ele teve que travar.”- digo eu baixinho para ela não se irritar mais. “BOM, JÁ ME ESTÁS A CHATEAR. NÃO VÊS QUE ESTE PARVALHÃO (o carro que ela ultrapassou) ACELEROU DE PROPÓSITO SÓ PARA EU NÃO O PASSAR.” – grita mais uma vez. “Mas olha que depois de um STOP tem que se acelerar, meu torrãozinho de açúcar.” – digo eu de mansinho. Quando chegamos ao nosso destino manda-me as chaves do carro e diz-me, já sem os olhos vermelhos e o cabelo eriçado: “Não percebo porque raio tens tanto medo de andar de carro comigo. Até parece que não me conheces.”
publicado por Luis às 00:52
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