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Domingo, 24 de Outubro de 2004
A relação entre a minha mulher e a minha mãe….
A minha mãe. O que poderia dizer dela. Trata-se obviamente da minha mãe, a qual eu adoro e que me educou com muito “Amor e Carinho”. Era isso que estava escrito na parte traseira da colher de pau que ela utilizava para me educar. Atenção, a maior parte dessas educações foram merecidas. Uma ou outra deveria ser dada à minha irmã, mas agora não é altura para estar aqui a lavar roupa suja. Não resultaram daí danos físicos ou psicológicos, a não ser uma pequena fobia à cozinha que a minha mulher não entende, mesmo quando eu grito assustado ao apontar para as colheres de pau (trata-se da minha desculpa para não cozinhar número 324). Tenho mais danos psicológicos pelo facto de me obrigar a coçar-lhe os pés no Verão (um fetiche nunca aproveitado pelo meu pai) daí o facto de eu não suportar, ainda hoje, qualquer tipo de queijo.
Mas vamos ao que interessa. Por um lado tenho a minha mãe: que sempre fez um esforço para que nós (eu e a minha irmã), no Natal e nos anos, tivéssemos as prendas que pedíamos, muitas vezes com a ajuda do dinheiro que eu tinha no meu mealheiro; que fazia (e faz) comida fabulosa, embora me obrigasse a comer umas mixórdias que tinham o nome de couves com feijão e ovos escalfados com molho branco e sopa de espinafres e outras porras assim; que fazia tudo para que o meu pai não se chateasse connosco, quer devido às más notas, quer devido a azelhices da adolescência que incluíam pequenas mossas no velho carro da família (Renault 5, onde passei algumas horas felizes em boa companhia....chuif..); que nos tentou educar o melhor possível com os rendimentos de um único trabalhador, o meu pai, um empregado de escritório que se esquecia que dentro de casa não deviam entrar problemas do emprego.
Por outro lado, tenho a minha mulher: que faz um esforço enorme para que eu continue a sentir o meu mealheiro a esvaziar-se; que não cozinha assim tão bem, mas verdade seja dita, já cozinhou pior, e que me obriga a comer sopa de espinafres e outras porras piores com a desculpa de que se eu não comer a nossa filha também não o vai fazer (por vezes penso que ela diz o mesmo à nossa filha); que me tenta educar o melhor que pode e deseducar a nossa filha em relação a algumas coisas que eu lhe ensinei (penso que é importante uma rapariga de quase quatro anos saber cuspir como deve ser, assim como saber qual o sítio onde deve dar murros aos moços que se metem com ela).
Eu sei que a minha mãe não é flor que se cheire, aliás, desde que engordou parece mais uma árvore do que uma flor. Mas por outro lado a minha mulher gosta de picá-la. Eis alguns exemplos do passado fim de semana em que os meus pais nos vieram visitar: “Já viu como o seu filho já come sopa de espinafres?”- diz ela com um sorriso malicioso. E quando acabamos de comer? “Então não arrumas a mesa?”- pergunta-lhe a minha mãe. “Não. Isso é trabalho do seu filho.”- responde ela. Porra, dá pena ver uma mulher que, assim que o marido chega a casa, tem tudo arrumado e feito para ele só ter o trabalho de se sentar a descansar, que lhe faz o pequeno almoço, que se levanta do cadeirão assim que ela entra na sala para que ele se possa sentar enquanto ela vai para uma cadeira menos confortável. Dizia eu, dá pena, ver nos olhos daquela criatura, que pensava que tinha preparado o filho para todas as agruras da vida, deparar-se com um cenário em que o filho participa activamente nas tarefas domésticas devido ao uso das chantagens sexuais. O que hei-de fazer? Por um lado é a minha mãe, por outro é a minha dependência sexual. A escolha, por mais que me custe, é óbvia.
publicado por Luis às 15:45
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