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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2004
O Bicho do mato (parte 1).....
O bicho do mato. Eis como a minha mulher me define em termos sociais. Como se o facto de não conhecer toda a gente que habita na nossa vila fosse um horrível defeito, afinal só para cá nos mudámos há dois anos e meio e se por vezes nem a conheço a ela quando a vejo de manhã (pois chamo-lhe sempre nomes, que nunca correspondem ao seu, quando ela me tenta acordar com a sua suavidade habitual: bater portas; rádio no máximo; ela a cantar; etc..) como é que eu hei-de conhecer os sei lá quantos mil habitantes desta terra. Quando morávamos em Beja ninguém se parecia importar com o facto de eu não os conhecer, agora aqui, se um gajo se limita a dizer bom dia e não pára para perguntar pela família é um antipático. O que ela gosta disso, do bla bla bla. Sempre que saímos de casa para algo que eu, sozinho, faço em poucos minutos (sei lá, comprar uma porra qualquer para vestir à nossa filha) com ela demora horas, não só porque afinal a porra qualquer não pode ser sempre um fato de treino, mas também porque pelo caminho vamos encontrando a mãe do sei lá quem, a prima do não faço ideia e a avó do quero lá saber. E para cada uma delas tem que explicar (com satisfação, diga-se de passagem) o que vamos fazer: qual a possível cor da roupa que vamos comprar, quando dinheiro vamos gastar, qual a loja onde vamos (existem algumas pessoas que tenho a certeza que têm comissão tal é o seu empenho em no “obrigar” a ir à loja X) qual o número que a nossa filha veste, quantas quecas temos dado ultimamente (ok, esta última AINDA não nos perguntaram) e mais uma série de merdas que, na minha modesta opinião, não enriquece a vida de ninguém. O problema é que realmente ela gosta disso, gosta que as pessoas lhe façam perguntas e PIOR, gosta de fazer perguntas a elas. Para estas ocasiões, basta eu dizer “Olha, fica aí que eu já venho, vou comprar SOZINHO a roupa para a nossa filha.” Noutras saídas, que não para comprar roupa, basta a nossa filha dizer: “Mãe, tens que te despachar senão o pai diz que não tem tempo para as limpezas da casa e para fazer toda a comida que tu o obrigas a fazer para nós comermos.” (e por isto só me exige em troca uma simples pastilha sem açúcar). De qualquer das maneiras o resultado é sempre o mesmo, levo uns beliscões e sou acusado de ser antipático e outros mimos do género. Que raio de mania esta. Porque razão é que eu tenho que contar às pessoas a história da minha vida? (para isso tenho o blog, porra) Eu quero lá saber da vida delas. EU NÃO TENHO PACIÊNCIA PARA CONVERSAS DE CHACHA. Quando quero algo vou directo ao assunto, não quero saber se têm uma verruga no dedo grande do pé ou se a filha do marido da prima do avô da irmã do Manuel fugiu com o neto do primo da cunhada do Joaquim que tem uma loja trespassada ao Manuel (se perderam tempo a tentar perceber esta ligação, ARRANJEM UMA VIDA). Mesmo a conversa de chacha com outros homens, não me diz nada. Ou falam de futebol (o que já há uns tempos que deixei de ligar) ou de carros (que também não percebo muito) ou de tecnologia (ok, aí já não é conversa de chacha). Os meus seres humanos preferido para conversar são as crianças. Porquê? Ainda não estão viciados na conversa de chacha. Dizem o que pensam e acabou: “Porque que é que a tua mulher está sempre a dar-te beliscões?” – perguntam-me sempre que vamos deixar a nossa filha à Escola. “Já ouviste falar da Bruxa má?- pergunto eu. “Vive comigo.”- continuo, sussurrando e apontando para a minha mulher.
“Olha lá, tu sabes porque razão a Mariazinha grita e se esconde de mim sempre que vamos à Escola pôr a nossa filha?”- pergunta-me ela. Como se eu tivesse alguma coisa a ver com isso.
publicado por Luis às 22:18
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