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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2004
O governo desta família.....
Ouvi um dia alguém dizer, que governar o país era como governar uma família. Existem de facto, muitas semelhanças estranhas entre o governo deste país e o governo da minha vida de casado. Começa logo pelo presidente da família (obviamente que sou eu, auto-proclamado, mas eu) o qual tem algumas dificuldades em suportar a falta de respeito e a arrogância, daquela que se julga primeiro-ministro deste governo, neste regime semi presidencialista. Ela não liga nada ao que o presidente diz e tem ainda, a lata de mandar recados para o mesmo, e até, de o insultar à frente do povo (a nossa filha). Mas o que mais me magoa não é isso, porque um presidente deve de ter estofo para aguentar estas coisas. O que mais me magoa é a falta de respeito pelo orçamento, o qual foi amplamente discutido e aprovado por larga maioria. Ora eu, que prometi vigiar atentamente o cumprimento rigoroso do orçamento (sou eu que trato da contabilidade familiar) começo a estar farto dos sucessivos pedidos para orçamentos rectificativos, que ela me apresenta. Ainda este fim de semana andou de volta do catálogo de compras de roupa, toda contente: “Isto é para a minha mãe, trá, lá, lá..... Este é para o meu pai, trá, lá, lá.....Este é para mim, trá, lá, lá...Este é para o meu amor, trá, lá, lá.....” Tanto trá, lá, lá, chateou-me: “O teu amor tem 2 pares de calças, 4 camisas, 2 casacos, 3 camisolas, 4 pares de meias, 5 cuecas, e 4 pares de sapatos e CHEGA.” É que, aqui o presidente, começa a estar farto do buraco orçamental que a compra de roupa provoca. Depois, existem ainda os gastos efectuados, sem a apresentação do respectivo comprovativo: “O papel? Qual papel? Isto foi tão barato que nem me lembrei do papel do multibanco.” Ou então: “Toma lá os papéis que tu tanto gostas e que descobri no bolso do casaco.” Diz-me ela, enquanto despeja para cima de mim recibos de multibanco, cujo mais recente, data de 2002. Para além disso, tem a estranha mania de ir buscar receitas extraordinárias à minha carteira, o que já me levou a situações embaraçosas. A pior das quais, foi quando tive que fugir com um quilo de maçãs, porque a senhora não acreditou na minha honestidade e começou a correr atrás de mim, ameaçando-me com a sua bengala, e por mais que eu tentasse explicar a minha falta de dinheiro (à qual eu era alheio) e tentasse, inclusive, deixar o saco das maçãs, ela, com a sua fúria, só tinha em mente ensinar-me a não enganar velhinhas que andam a tentar ganhar a vida. Bom, quando os seus gritos começaram a chamar a atenção de muito mais gente, optei por correr sem olhar para trás. Obviamente que, depois, obriguei a minha mulher (assim que a consegui levantar do chão e fazer com que ela parasse de rir) a ir explicar à senhora que eu não era um "Cabrão dum filho da pu... dum drogado." (andava com a mania de deixar crescer a barba e as calças TALVEZ precisassem de uma lavagem). Voltou com mais meio quilo de maçãs, e um pedido de desculpas, agora sempre que lá vou dá-me uma maç㠓...especialmente para o menino.”
Continuando. Até há uns meses, quem mandava no governo era a “nossa” gata: “O que é que fizeram à gata para ela vir miar para o pé de mim?” “Filha, larga o rabo da gata imediatamente senão vais já para a cama de castigo.” “Querido, há quanto tempo não mudas a areia da gata? VAI JÁ TRATAR DISSO.” “Filha, porque raio é que tenho pegadas pintadas por toda a casa. AAAAAAAAAHHHHHH (este grito foi depois de ver a gata toda pintada de fresco em cima da nossa cama)” “Olha lá, porque que é que deste uma palmada à gata? Ela não percebe que esses papéis eram importantes. É bem feita para ver se aprendes a não fazeres da sala escritório.” Bom, podia continuar com muitos mais exemplos de como éramos tratados, atrevo-me mesmo a dizer mal tratados, por causa da gata. Assim, não foi de estranhar a nossa alegria quando ela desapareceu (não sei se o facto de me ter esquecido de lhe dar a pílula teve algum efeito, mas…).
Agora temos uma déspota (ia dizer caudilho, mas também não é preciso ofender) à frente dos destinos da nossa família, a qual manda em todos, inclusive no presidente, e ai de quem não cumprir as suas ordens. Só há um (grande) problema: Não a posso destituir. Porquê? Digamos que toda a legislação que domina esta família é proposta, discutida e aprovada na cama, e aí, por mais que discorde da sua acção política, nunca consigo vetar nada. Porra para isto.....
publicado por Luis às 23:02
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