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Domingo, 26 de Dezembro de 2004
O natal….(última parte- os rituais)
Bom, lá se passou mais um natal. Nada de anormal aconteceu tirando talvez, o facto de eu ter dado uma prenda especial à minha sogra. Um vidro novo para a sua porta da rua. Mas a ingrata não gostou muito. Perguntou-me porque raio é que eu tinha partido o vidro logo que cá cheguei, e que ia entrar o frio durante toda a noite, e porque raio é que trazia tantas malas, e porque é que eu tinha que trazer todas de uma vez e……Bom, não adiantou nada eu dizer que tinha feito de propósito para lhe poder dar um vidro novo como prenda de natal, nem que assim, já podia meter as malas para dentro de casa, sem ter que abrir a porta, ou que, como dentro de casa estava mais frio que na rua (na minha perspectiva) o que eu fiz foi, permitir ao frio, sair para fora de casa. Mas isto adiantou alguma coisa? Fez com que o seu ódio por mim se alterasse? Fez com que me desse outra coisa no natal, sem ser bebidas alcoólicas? (para quem não sabe EU ABOMINO E ODEIO BEBIDAS ALCOÓLICAS). Claro que não! Bom, mas assim, mais uma vez, fiquei com prendas para dar a outras pessoas para o próximo ano.
Continuando. Falando agora de outras coisas que, nesta época, sempre me fascinaram: Os rituais cá da terra (no Ribatejo) os quais provavelmente, são comuns a outras regiões do nosso país.
Algo que, mais uma vez me fascinou, foi ver que a minha mãe mantém a velha tradição familiar na arte de fazer as filhoses. Este ano, pela primeira vez, subi de estatuto nesta nobre arte. Entrei finalmente, no mundo dos HOMENS VIRIS. Ou, vistas as coisas noutra perspectiva, saiu o meu pai, desse mundo. Passo a explicar: Aqui na terra, depois de fazer a massa para as filhoses, tapa-se a mesma com muitos panos e espera-se uns tempos que a massa cresça. Mas, para que ela cresça como deve ser, existe um pequeno truque… No cimo dos panos, têm que lá estar umas cuecas de homem. Porquê? Bom, se não percebem o porquê, não têm idade para ler estas coisas. Assim, após muitos anos de domínio absoluto das cuecas do meu pai, chegou finalmente a minha vez. YESSS. Não sei se foi alguma forma indirecta dela se queixar do velho, mas isso é lá com eles. Porra, também já há alguns anos que aquilo não crescia nada (obviamente que estou a falar da massa). Pelo que este ano….UAU. Deviam ter visto... Acho que nem era preciso, às escondidas da velha, eu ter despejado um frasco de fermento lá para dentro. Porra, até transbordou. As filhoses depois, é que não ficaram grande coisa (parece que o excesso de fermento tem efeitos secundários) MAS QUE CRESCEU, LÁ ISSO CRESCEU! Se a minha avó, que iniciou esta nobre tradição, estivesse viva, o orgulho que ela ia ter do seu neto.
Por falar em avó. Outro ritual que existia nesta família, quando a minha avó era viva, consistia em ser obrigado a ir com ela à missa, no dia de natal (a minha mãe já começou este ano, com insinuações sobre missa e a minha filha, mas este é um ritual que já teve os seus dias). O problema não era o ser obrigado a ir à missa, até porque a isso já estava habituado, aí era apenas uma questão de esconder, no meu dossier dos cânticos, livros do Tio Patinhas, Peninha e companhia e não me esquecer da hora da hóstia (uma vez que não alimentava a alma, pelo menos que alimentasse o corpo, por vezes, quando havia muita gente e o padre tinha que ser ajudado na distribuição da mesma, conseguia até, comer mais do que uma, desde que nenhuma velha beata se apercebesse e me começasse a chamar herege).
Continuando. Quando ia com a minha avó, acabavam-se os livros da Disney e a ida às hóstias, mas o pior era que no dia de natal o padre, às tantas, aparecia com a figura do menino Jesus e a minha avó obrigava-me a ir dar um beijo naquilo, o que, obviamente era algo de traumatizante e até humilhante. Assim, lá ia eu esperar a minha vez para beijar a “…perninha do menino.” Imaginem o trauma de um puto a ter que beijar a “..perninha do menino”, depois de, sei lá quantas velhas, terem passado por lá com a boca….brrrrrrr. Algumas até, antes de o beijar, já iam a salivar só pela expectativa. Tenho na minha memória, que algumas dessas velhas depois, desviavam a boca para beijar sítios menos católicos da figura e depois diziam ao padre que não andavam nada bem da vista.
publicado por Luis às 22:50
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