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Domingo, 9 de Janeiro de 2005
O outro lado da doença......
Ainda há uns tempos, vim para aqui falar do que tive que aturar quando ela ficou doente. Agora chegou o outro lado. Pensam que tive algum tipo de atenuante na execução das minhas tarefas? Alguma piedade, amor ou carinho, demonstrado através da realização de parte das minhas tarefas por ela? Claro que não. “É bem feito que é para não teres gozado comigo quando eu estava doente?” Eis a resposta dela às minhas lamúrias. Nem quando eu falei no que o padre disse, “no amor e na doença”, ela se comoveu: “Está calado e vai mas é buscar o raio da comida que encomendaste para o jantar.” Coração de pedra. Tal e qual a mãe, a qual uma vez, deu água com sal a um pobre desgraçado que teve a infeliz ideia de lhe pedir um copo de água.
Durante todos os dias em que estive doente foi sempre a mesma coisa. A ralhar comigo só porque, para poupar a minha saúde e não piorar o meu estado, tive o cuidado de encomendar sempre o nosso jantar. Em vez de (como ela não se cansava de o frisar) ser eu a fazê-lo, ou deixar ser ela a prepará-lo. “Não achas que já gastámos dinheiro suficiente este mês com as tuas supostas ‘tarefas’?”- dizia-me ela com os olhos inchados de raiva, quer dizer, ou era isso, ou era de estar a cortar cebolas para a salada que iria acompanhar o nosso manjar (porque raio é que as saladas pré lavadas não vêm já com cebola incluída?) continuando a reclamar pelo facto de eu não a deixar fazer o jantar. Deixá-la fazer o jantar? Eu também tenho o meu orgulho (e não queria piorar mais a minha débil saúde com a sua famosa comida vegetariana). Porra, se me queria ajudar, ela que telefonasse para o restaurante, escolhesse o menu e fosse buscar a comida. Afinal a minha “constipaçãozita” (como ela lhe chamava) mal me deixava mexer.
Pois é. Uma “constipaçãozita”, dizia ela. Uma “constipaçãozita” não põe um gajo a delirar. Uma “constipaçãozita” não põe um gajo com visões. Uma “constipaçãozita” não tira a vontade de partilhar as tarefas (podia dizer algo sobre isto mas...) É verdade. Entrei em delírio e tive visões. Vi coisas horríveis. Vi a minha mulher a gozar comigo e com o meu estado. Vi a minha filha a chamar-me maricas, porque não queria pôr os seus supositórios para ficar melhor (por mais que lhe explicasse que os supositórios eram só para os pequenos, ela contrapôs com uma conversa longa que acabou com comparação de tamanhos de orifícios, e que eu, por razões de pudor, não vou aqui colocar, mas que me deixaram com muitas dificuldades para justificar a próxima vez que ela necessite de pôr um supositório). Tive ainda alucinações sobre os nossos políticos, mas sobre essas não falo para não piorar a nossa auto-estima.
Bom. Agora já me sinto um pouco melhor, mas mesmo assim continuo a levar seca. Agora é porque ela está com uma constipaçãozita. Porra. Que culpa tenho eu que a constipação seja uma doença sexualmente transmissível?
publicado por Luis às 23:49
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